segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Alimentação escolar deverá conter produtos da Agricultura Familiar:


Em entrevista ontem (26), ao programa Bom Dia Ministro, que é transmitido ao vivo para emissoras de rádio em todo o Brasil, os ministros do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), Patrus Ananias, e do Desenvolvimento Agrário (MDA), falaram sobre Agricultura Familiar, Guilherme Cassel, abordaram diversos temas referentes aos programs sociais e de apoio à agricultura familiar implementados pelo Governo Lula.

Guilherme Cassel anunciou que, a partir de primeiro de janeiro, as prefeituras serão obrigadas a utilizar 30% do recurso da alimentação escolar para comprar produtos da agricultura familiar.

"Assim as crianças vão estar melhor alimentadas, com produtos da sua região. Hoje o recurso da alimentação escolar muitas vezes é utilizado na compra de sucos artificiais, massinhas de pacote, latas de sardinha. Vamos poder superar isso, dar uma alimentação mais qualificada na região.Isso também vai garantir mercado para os agricultores familiares, já que um dos grandes problemas da produção hoje é o escoamento", afirmou o ministro.

Segundo Cassel, esse dinheiro da alimentação escolar não vai mais sair da região. Se hoje uma prefeitura faz licitação, acaba comprando da capital ou de um outro estado. Com essa medida, o dinheiro vai ficar circulando no município, estimulando a economia local.

Porém, segundo o ministro, essa lei é difícil de executar. "Por isso é muito importante a realização de eventos reunindo prefeitos, secretários de educação, secretários de agricultura, sindicatos e agricultores para que todos possam entrar em acordo; saber quem vai entregar, como vai entregar, que tipo de transporte. Estamos realizando eventos em todo País, onde primeiro explicamos como funciona a lei e o que ela possibilita. Fazemos também um levantamento da produção do local e tentamos ajustar as condições de mercado", disse.

Agricultura familiar é 89% mais produtiva

Para Cassel, falta muito pouco para que o Brasil conquiste uma reforma agrária justa e com produtividade. "Faltou durante muitos anos apostar na reforma agrária como um processo importante na produção de alimentos. O censo agropecuário, que foi divulgado há dois meses, mostra de uma maneira muito clara que a agricultura familiar ocupa mais gente. Em áreas de 100 hectares, enquanto ela ocupa 15,3 agricultores, a agricultura tradicional ocupa apenas 1,4. Além disso, a agricultura familiar se mostrou mais produtiva", argumentou.

De acordo com dados divulgados pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, no Rio Grande do Sul a agricultura familiar é 67% mais produtiva por hectare do que a agricultura tradicional, que é a de escala. No Brasil ela é 89% mais produtiva que a agricultura de escala. Em receita por hectare, gera R$ 677 por hectare/ano, contra R$ 358 apenas da agricultura de escala. Além disso, se relaciona melhor com o meio ambiente. Ela produz 70% de tudo que consumimos no dia-a-dia.

De acordo com o ministro Patrus Ananias, o Brasil tem, hoje, uma política de apoio à agricultura familiar com o programa nacional de fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf. "Estão previstos R$ 15 bilhões para a safra 2009/2010. Vinculado ao Pronaf, temos no Ministério do Desenvolvimento Agrário o programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar, o PAA, também conhecido como programa da compra direta. Com esse programa nós compramos dos agricultores familiares garantindo a eles uma renda anual básica. Isso gera trabalho, emprego no campo, possibilitando que as famílias possam permanecer no campo produzindo alimentos para o consumo interno, preservando valores relações de famílias e valores comunitários culturais", informou Patrus.

"E na outra ponta nós atendemos as pessoas em situação de maior carência alimentar. Por isso nós dizemos que o PAA é um programa que sintetiza o Fome Zero, porque atende pessoas necessitadas e tem também uma dimensão mais estruturante, gerando trabalho, emprego e estimulando a agricultura familiar. O PAA também está inserido e integrado com outros projetos: os restaurantes populares, as cozinhas comunitárias e os bancos de alimentos", afirmou.

Segundo Patrus, está sendo discutido no Congresso Nacional a emenda 47, que coloca o direito à alimentação entre os direitos constitucionais. "Isso é importante porque muita gente ainda não se deu conta de que comida, alimentação, é um direito básico, é o primeiro degrau do direito à vida, da dignidade humana, do direito à cidadania e é isso que nós estamos construindo hoje no Brasil".

Bolsa Família é referência internacional

"Estamos acabando com a fome do Brasil e reduzindo a pobreza. O Bolsa Família é um programa reconhecido internacionalmente pela sua eficácia. No governo do presidente Lula, mais de 19 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema para melhores e mais dignas condições de vida. O Bolsa Família é considerado pelo Banco Mundial e organizações internacionais como um programa exemplar", enfatizou o ministro.

De acordo com Patrus Ananias, pesquisas mostram que cada vez mais os recursos estão chegando às famílias pobres. "Agora mesmo nós suspendemos quase um bilhão de benefícios para famílias que não atualizaram os seus dados de cadastro. Vamos agora suspender aproximadamente mais 500 mil benefícios por conta do controle da condicionalidade escolar. Isso mostra que o Bolsa Família é um programa que tem controle. O Bolsa Família não é um programa isolado, ele está inserido numa grande rede nacional de proteção e promoção dos pobres, dos trabalhadores de baixa renda", afirmou.

Lula reafirma que Brasil não vai reconhecer eleições realizadas em Honduras:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que o Brasil não vai reconhecer o resultado das eleições realizadas em Honduras nesse domingo (29). Ao chegar para a 19ª Cúpula Ibero-Americana, na cidade de Estoril, o presidente disse que o país não voltará atrás e ressaltou que legitimar o resultado eleitoral hondurenho pode abrir um grave precedente na América Latina.

“O Brasil não tem por que repensar a questão de Honduras. É importante ficar claro que a gente precisa, de vez em quando, firmar convicção sobre as coisas, porque isso serve de alerta para outros aventureiros”, disse o presidente.

Lula considerou “um sinal perigoso e delicado” o fato de os golpistas não terem permitido que Zelaya voltasse ao poder para coordenar o processo eleitoral. “Ainda existem muitos países, sobretudo da América Central, em situação de vulnerabilidade política. Portanto, o Brasil não tem que reconhecer nem repensar a questão de Honduras”, afirmou.

O presidente minimizou as divergências com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em relação à situação política em Honduras. "Obviamente que nós temos discordância sobre como foi tratada a questão de Honduras, mas também se entre dois chefes de Estado não tiver nenhuma discordância, não tem graça", disse Lula, que não descartou a possibilidade de eventuais recuos entre os presidentes dos países da América do Sul, que, em princípio, declararam que não reconheceriam o resultado das eleições hondurenhas.

Segundo ele, cada país tomará a decisão em função da própria realidade política. “Eu acho que os países da América do Sul que tomaram a decisão, certamente alguns poderão manter outros não, mas o Brasil manterá a posição porque não é possível a gente aceitar um golpe, seja ele militar, seja ele disfarçado de civil, como foi o golpe de Honduras”.

O presidente Manuel Zelaya foi tirado do poder em 28 de junho por um golpe de Estado. Cerca de três meses depois, ao retornar clandestinamente a Tegucigalpa, recebeu abrigo na embaixada brasileira, onde permanecerá até que sua segurança seja assegurada, afirmou o presidente.

“Até que o governo de Honduras dê garantias de vida para o presidente Zelaya, ele vai ficar na embaixada brasileira. Nós não podemos permitir que ele saia sem que haja garantia de segurança para que volte para sua casa. É no mínimo uma piada tudo isso, mas, de qualquer forma, faz parte da cultura latino-americana”, disse.

Abstenção alta

Em Honduras, o presidente deposto, Manuel Zelaya, afirmou o índice de abstenção foi muito alto durante o provesso de votação, chegando em torno de 65%, segundo informações que ele disse ter recebido de diferentes regiões do país.

"Pelas fontes que tenho do interior do país existem lugares onde a abstenção foi de 40% e em outros chega a 80%", disse por telefone Zelaya à Agência EFE, da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Em contato com a Telesur, Zelaya assinalou sua condição de prisioneiro, no marco das eleições impostas, afirmando que elas são "uma fraude evidente que o povo não apoia".

Zelaya sublinhou que o regime mantém o povo reprimido e condenou a posição dos Estados Unidos, ao dar sinal verde para a eleição, que pretende apenas limpar a barra de um golpe de Estado militar, ao mesmo tempo que perguntava "É isso que os Estados Unidos querem para a América Latina?"

sábado, 28 de novembro de 2009

O profundo ódio de classe no Brasil:

Francamente, acho estranho que um filme sobre a vida de um presidente da República consiga atrair tanto esculacho: é dramalhão, é tosco, é ruim.

Tudo indica que eu não vá ver, por não ter paciência com o tema. Mas começo a gostar do filme pelos críticos que ele atraiu!

"Lula, o filho do Brasil", é ficção roliudiana, se entendi bem. Apenas um filme. Qualquer semelhança com personagens da vida real é mera coincidência. Mas toca colocar repórter para investigar a relação de gente remotamente ligada ao filme e o governo. Logo vão descobrir algum carrinho de pipoca em que o pipoqueiro vende maconha e vão culpar o filme por isso. Vão dizer que "Lula, o Filho do Brasil", incentiva o tráfico de drogas. Que incentiva o subperonismo. Que provoca lavagem cerebral. Que incentiva a caspa e o chulé.

Eu sabia da existência do ódio de classe no Brasil. Mas nunca imaginei que poderia chegar a esse ponto. Eles não só odeiam o Lula. Eles odeiam qualquer coisa que passe perto do Lula. Não basta dizer que foi tudo sorte, foi tudo por acaso, que os oito anos de Lula foram apenas continuação de FHC, que Lula apenas esquentou a cadeira para José Serra. É preciso matar, salgar e enterrar. Se os pobres brasileiros odiassem os ricos tanto quanto os ricos odeiam os pobres, o Brasil viveria um banho de sangue. Em não sendo assim, ficamos restritos a este espetáculo de manifestações explícitas e implícitas de preconceito de classe.

O filme pode até ser ficção grotesca. Mas provocou algo mais grotesco ainda, por ser real e revelador. Essa gente precisa, urgentemente, de um divã.

Lula: Futuro da economia brasileira depende da capacidade de trabalho do povo:

O futuro da economia brasileira depende da capacidade de trabalho da sociedade, que está madura e sabe fazer as escolhas certas. Foi assim que o País enfrentou e superou a crise econômica mundial, afirmou o presidente Lula em entrevista exclusiva concedida por escrito publicada nesta sexta-feira (27) no jornal Metro (edição São Paulo e ABC).

Segundo Lula, a manutenção e o aprofundamento desse rumo serão defendidos durante a campanha eleitoral de 2010. "Esperamos contar com a solidariedade dos eleitores, que aprovam o que fizemos, apóiam nossa luta diária pela eliminação da fome, pela erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais e regionais, pelo crescimento com distribuição de renda. Todas as nossas iniciativas sempre se pautaram pela necessidade de crescer para gerar riquezas para todos e pela necessidade de retirar milhões de brasileiros da situação de carência e abandono", disse o presidente.

O presidente falou também sobre as diferenças do seu governo em relação à gestão anterior, lembrando que antes o Estado era considerado um entrave para o desenvolvimento do País. "O governo anterior achava que o Estado atrapalhava o desenvolvimento do País, e fez tudo para desmontá-lo. Para eles, o mercado era um deus. A crise financeira internacional, que nós superamos com elogios do mundo inteiro, mostrou que estávamos certos ao recuperar a capacidade do Estado ser um indutor e organizador do desenvolvimento".

Questionado sobre o andamento das obras do PAC, Lula afirmou que seu governo foi o que mais investiu em infraestrutura (logística, energética e social e urbana) e que os projetos do programa estão espalhados por todo o País, beneficiando todas as regiões. Destacou as obras das usinas de Jirau e Santo Antonio, no rio Madeira, na região amazônica, “a maior obra de engenharia dos últimos 22 anos no Brasil”, lembrando que o complexto será um dos maiores do mundo.

"A maioria das obras do PAC ficará pronta até o final do nosso mandato. E nós já tomamos a decisão de não parar por aqui. Vamos deixar muitos projetos engatilhados para que o próximo governo possa iniciar as obras já no seu primeiro ano. Se outros tivessem feito isto antes de nós, hoje o país estaria num estágio muito mais avançado do que está", afirmou o presidente.

Unasul não vai reconhecer resultado de eleições em Honduras:

A menos de 48 horas das eleições gerais em Honduras, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que reúne 12 países, informou não reconhecerá os resultados das eleições de domingo (29). O assunto foi discutido durante reunião com os ministros da Defesa e de Relações Exteriores, realizada hoje (27), em Quito (Equador). A decisão das autoridades latinas teria sido transmitido também à União Europeia (UE).

Segundo a imprensa hondurenha, a posição da Unasul foi divulgada pelo presidente do Equador, Rafael Correa. Dos 12 países membros da organização, apenas três pretendem aceitar os resultados das eleições. Os governos do Peru, da Colômbia e do Panamá devem seguir o dos Estados Unidos, que reconhecem a legitimidade das eleições em, Honduras.

O Brasil, o Uruguai, o Paraguai, a Venezuela, a Bolívia, a Argentina, o Chile, o Equador e a Nicarágua rechaçam as eleições. Nos últimos dias, o governo brasileiro reafirmou que não aceita os resultados do pleito em Honduras por considerar que o processo eleitoral estaria contaminado por causa do golpe de Estado que tirou o presidente Manuel Zelaya do poder em 28 de junho passado.

De acordo com o jornal El Heraldo, de Honduras, interlocutores do presidente golpista Roberto Micheletti negam que será determinado toque de recolher de até sete horas diárias para impedir eventuais manifestações. Paralelamente, há informações de que Zelaya pediu à Organização dos Estados Americanos (OEA) que tome providências contra os Estados Unidos por eles legitimarem as eleições de domingo.

Há dois meses, Zelaya e um grupo de seguidores estão abrigados na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. O presidente deposto retornou clandestinamente ao seu país depois de ter sido destituído do poder por meio de um golpe de Estado com apoio do Congresso Nacional, da Suprema Corte e das Forças Armadas.

O governo brasileiro defende que Zelaya seja restituído ao cargo até a conclusão do mandato no dia 27 de janeiro de 2010, mas ontem a Suprema Corte de Honduras definiu que o presidente deposto seja mantido afastado do governo.

CUT:Direção nacional discute perspectivas e propostas para 2010:

Direitos humanos, criminalização dos movimentos sociais e o papel da mídia frente aos cenários 2010’ foi o tema do debate sobre conjuntura que abriu a reunião da Direção Nacional da CUT, realizada em São Paulo nos dias 26 e 27 de novembro. O presidente nacional, Artur Henrique, e o secretário-geral, Quintino Severo, abriram os trabalhos que contou a participação de Nilmário Miranda, presidente da Fundação Perseu Abramo.

Nilmário Miranda iniciou sua contribuição ao debate dizendo que a crise está superada no Brasil, mas deixou sequelas no setor, já que os bancos privados continuam com pouca oferta de crédito e juros altos. Nilmário também aponta que mesmo havendo um reflexo decorrente da desoneração, não tivemos recessão. “Ao contrário, há um superávit positivo na exportação e todos os indicadores de desigualdade foram positivos. Porém, mesmo com tudo isso, a oposição se utiliza da mídia quase que semanalmente para tentar provocar uma crise política. O caso do ‘apagão é um exemplo, em que tentaram provocar uma crise política com o fato, mas não conseguiram. Outro exemplo é o caso Battisti, onde tentaram politizar na ânsia de gerar uma crise internacional. Mas não está mais pegando, não está tendo reflexo na sociedade”.

Sobre as eleições 2010, o presidente da FPA sublinhou que o debate será de projeto. “De certa forma isso é bom para nós, pois temos projeto, diferente da oposição, cujo projeto é tentar criar crises e divulgá-la em sua mídia. A projeto de 40 horas, por exemplo, não é apenas uma pauta sindical, é uma pauta do país e a grande mídia não fala nada sobre isso. Se negam a divulgar que o patamar de desenvolvimento técnico-cientifico que o Brasil alcançou exige 40 horas”.

Durante a reunião, a Direção Nacional fez uma avaliação da 6ª marcha como sendo a maior já realizada desde a primeira, em 2003. “A CUT e as centrais conseguiram reunir em Brasília 50 mil trabalhadores e trabalhadoras, de todos os estados, representando todas as categorias e ramos de atividade econômica e a grande mídia não divulgou uma linha sobre isso, ressalta Artur Henrique. “A mídia sabe de várias de nossas pautas, como a redução da jornada de trabalho, mas não divulga porque não a interessa, já que estão a favor da oposição. Portanto, noticiam exaustivamente o ‘apagão’ e não falam de graves acidentes que aconteceram em São Paulo, como no Rodoanel, a queda do sino da praça da Sé, enchentes etc”.

Os trabalhos da Direção Nacional também incluíram a aprovação da matriz elaborada durante a reunião de planejamento realizada Executiva Nacional da CUT, realizada nos dias 24 e 25 de novembro.

Além de encaminhamentos sobre questões internas da Central, foram feitos informes que envolvem a participação da CUT em alguns fóruns, como a 1ª Conferência Nacional de Comunicação e a Conferência de Copenhagen, importantes eventos em que a CUT apresentará propostas. Os dirigentes também foram posicionados sobre projetos que tramitam no Congresso, como Terceirização, Pré-Sal.

Finalizando os trabalhos, a Direção Nacional da CUT aprovou Resolução sobre a situação de Honduras.

Dutra é eleito presidente do PT; quase meio milhão de petistas participaram do PED!!!

O ex-senador José Eduardo Dutra foi declarado nesta quarta-feira (25) o presidente eleito do PT para o período 2010-2012. Ele, assim como toda nova direção, toma posse em fevereiro do ano que vem.

As eleições internas aconteceram no domingo (22) em mais de 4 mil municípios e contaram com a participação recorde de quase meio milhão de petistas filiados - que também escolheram os novos dirgentes municipais e estaduais.

Com 85% dos votos nacionais totalizados, Dutra alcançava 58,4% dos válidos, seguido por José Eduardo Cardozo (17,9%), Geraldo Magela (12,1%), Iriny Lopes (9.9%), Markus Sokol (1%) e Serge Goulart (0,7%).

Na eleição para as chapas, que define a composição das 81 cadeiras do Diretório Nacional, a votação apresentava os seguintes percentuais:

O Partido que Muda o Brasil - 55,2%
Mensagem ao Partido - 16,5%
Esquerda Socialista - 9,8%
Movimento: Partido para Todos - 9%
Partido para Todos - 5,9%
Contraponto - 1,6%
Terra, Trabalho e Soberania - 1,2%
Virar à Esquerda, Reatar com o Socialismo - 0,8%

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Governo eleva previsão do PIB de 2010 para 5% e prevê mínimo de R$ 505,50:

O Ministério do Planejamento enviou nesta semana à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional uma "atualização" dos parâmetros macroeconômicos previstos para o ano de 2010 e, com isso, elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem de 4,5% para 5%.

A alteração já havia sido antecipada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. No mês passado, ele afirmou que vários analistas já estavam trabalhando com uma projeção de crescimento maior para o ano que vem e que, portanto, não teria dificuldade em elevar a estimativa que consta no orçamento de 2010. A previsão é a mesma dos economistas do mercado financeiro.

Para o salário mínimo, atualmente em R$ 465, a previsão é de que ele passe para R$ 505,50. O reajuste de 8,72% terá validade em janeiro do ano que vem, com pagamento no mês seguinte, ou seja, em fevereiro.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou anteriormente, porém, que o salário mínimo pode ser "arredondado" para cima. Mas isso ainda depende de uma decisão do governo federal. O reajuste deve ter um impacto de cerca de R$ 8 bilhões nas contas públicas.

A atualização dos dados do orçamento de 2010 também traz uma previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano que vem de 4,42%. Até o momento, a estimativa estava em 4,33%. Para a taxa de câmbio média do ano que vem, a estimativa recuou de R$ 2,01 para R$ 1,72 por dólar.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Petista lembra os 40 anos do assassinato de Carlos Marighella ...


O deputado federal Emiliano José (PT-BA) lembrou em pronunciamento no plenário os 40 anos do assassinato do Comandante Carlos Marighella. Considerado o inimigo número um da ditadura militar, Marighella foi líder da Aliança Libertadora Nacional, passou por prisões e torturas, e viveu na clandestinidade quase toda sua vida de militante.

O petista leu em plenário um manifesto em memória de Carlos Marighella.

O texto, informou, foi assinado por dezenas de brasileiros, muitos intelectuais, trabalhadores, lideranças sindicais, representantes de associações, sindicatos e organizações da sociedade civil. Foi encabeçado por Antonio Candido.

"Decorridos quarenta anos, deixamos para trás o período do medo e do terror. A Constituição Cidadã de 1988 garantiu a plenitude do sistema representativo, concluindo uma longa luta de resistência ao regime ditatorial. Nesta caminhada histórica, os mais diferentes credos, partidos, movimentos e instituições somaram forças", disse o deputado.

Ele afirmou que o Brasil rompeu o Século XXI assumindo novos desafios. "Prepara-se para realizar sua vocação histórica para a soberania, para a liberdade e para a superação das inúmeras iniquidades ainda existentes". Completou Emiliano que o nome de Carlos Marighella está inscrito na "honrosa galeria de libertadores". E, ainda, a passagem dos 40 anos do seu assassinato coincide com um momento inteiramente novo da vida nacional. "A secular submissão está sendo substituída pelos sentimentos revolucionários de esperança, confiança no futuro".

Segundo o deputado, o Brasil não admite retrocessos."Nem ao passado recente do neoliberalismo e do alinhamento com a política externa norteamericana, nem aos sombrios tempos da ditadura, que a duras penas conseguimos superar".

O manifesto lido por Emiliano José reivindica a apuração da violação dos direitos humanos na ditadura militar. "Junto à homenagem prestada a Carlos Marighella soma-se a nossa reivindicação de que sejam apuradas, com rigor, todas as violações dos Direitos Humanos ocorridas nos vinte e um anos de ditadura. Já não é mais possível interditar o debate retardando o necessário ajuste dos brasileiros com a sua história. Exigimos a abertura de todos os arquivos e a divulgação pública de todas as informações sobre os crimes, bem como sobre a identidade dos torturadores e assassinos, seus mandantes e seus financiadores".

Carlos Marighella tombou na noite de 4 de novembro de 1969, em São Paulo, numa emboscada chefiada pelo mais notório torturador do regime militar. Revolucionário destemido, morreu lutando pela democracia, pela soberania nacional e pela justiça social.

MST reclama de perseguição política junto à OIT ...

Representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra - MST e de centrais sindicais denunciaram à Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, a criminalização dos movimentos sociais por alguns setores econômicos do Brasil.

"Estamos sofrendo uma perseguição política que pretende atingir a reforma agrária, a organização do povo na luta por direitos e a democracia no Brasil", afirmou um dos coordenadores nacionais do MST, João Paulo Rodrigues. Ele foi recebido em audiência pelo diretor-geral da OIT, Juan Somavia, e a representante permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas, embaixadora Maria Nazareth Farani Azevedo.

O documento apresentado pelo MST, em parceria com seis centrais sindicais, afirma que "se organiza esse grande quebra-cabeças que é a repressão aos movimentos sociais, em particular ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Brasil, voltado para a manutenção do desrespeito à Constituição Federal, ao Pacto Internacional dos Direitos Econômicos Sociais e Culturais e à manutenção da injustiça nas relações agrárias".

Liderança do PT/Câmara

FHC é ''amargurado'' e tem inveja do PT, diz Berzoini ...

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, rebateu as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso feitas em artigo publicado na imprensa no domingo (1º). Berzoini afirmou que o tucano não se conforma com a perda de prestígio. "Esse artigo deixa claro que ele é um homem amargurado. Não se conforma com a queda de sua popularidade", disse.

Berzoini trouxe para o debate o governador de São Paulo, José Serra, cotado para disputar a Presidência pelo PSDB. Disse que Serra "fugia de ser o candidato do Fernando Henrique" quando disputou a eleição de 2002. "Os tucanos tremiam de medo quando o Fernando Henrique aparecia em qualquer atividade."

Alegando que o texto "teve uma repercussão quase nula" no Congresso, Berzoini disse que o tucano "tem inveja do PT", pelo fato de o partido estar próximo de sair do governo mais forte do que entrou. "Ele está com o prestígio muito baixo, é só ver as pesquisas. Todas mostram que o governo dele foi mal avaliado pelo povo."

Já líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, comparou Fernando Henrique ao ex-presidente peruano Alberto Fujimori. "O texto mancha a biografia dele. Aquilo é fala própria de um Fujimori", comparou. "Depois de Lula ser homenageado no mundo inteiro por dar estabilidade política à América Latina e dar exemplo aos líderes americanos de não alterar a Constituição para garantir sua própria reeleição, é triste ver um intelectual que foi presidente do Brasil, do porte do Fernando Henrique, descer tão baixo numa avaliação política."

PT reúne prefeitos e vices em Guarulhos para grande encontro com Dilma !!!

A direção nacional do PT, por meio da Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais (Snai), promove na sexta (6) e no sábado (7), em Guarulhos/SP, um grande encontro de prefeitos e vice-prefeitos do partido.O tema central do encontro será A atual conjuntura política, os avanços do Governo Lula e as eleições de 2010.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participa do evento durante todo o sábado.Também participarão ministros, senadores, deputados federais e estaduais do PT, além de outras lideranças nacionais.
De acordo com Romênio Pereira, titular da Snai, todos os 560 prefeitos e os 423 vice-prefeitos petistas de todo o país foram convidados para o evento. “A Snai considera que este encontro será a grande atividade política do partido neste final de ano, paralelamente à realização do PED 2009. Por isso estamos concentrando todos os nossos esforços para levar o maior número possível de prefeitos e vices ao encontro”, afirma Pereira.
A programação do encontro terá início na noite de sexta-feira (6) e durante todo o sábado (7), quando serão debatidos temas como a atual conjuntura política, os avanços do Governo Lula e as eleições de 2010.
O evento será realizado no Open Hall Convention Center (Av. Antônio de Sousa, 779 – Guarulhos - SP).
Programação
Dia 06 de novembro, sexta-feira
18h às 22h - encontros simultâneos - encontros regionais entre os prefeitos e vices (regiões sul, sudeste, nordeste, norte e centro oeste)
- plenária entre os/as deputados/as do PT
Dia 07 de Novembro, sábado
09h às 12h - O desafio de 2010: tática e estratégia para a vitória da esquerda na eleição Presidencial (conjuntura nacional, programa de governo e alianças).
12 horas - Almoço das Prefeitas e Vice Prefeitas com a companheira Dilma Rousseff
14h às 17 – Introdução ao debate sobre agenda e mobilização ( encontros regionais - caravanas )
17 horas - Ato de encerramento
18 horas - Confraternização

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Fórum Social Mundial fará balanço da última década:

A capital gaúcha e sete cidades da Região Metropolitana receberão, entre 25 e 29 de janeiro de 2010, o Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre. Além de celebrar os 10 anos de atividades do FSM, o encontro fará um balanço deste período de lutas em defesa de um modelo de globalização alternativo ao construído nas últimas décadas.

O Fórum Grande Porto Alegre será o primeiro de vários eventos programados em diversos países ao longo de 2010, quando o FSM terá, mais uma vez um formato descentralizado. Entre as atividades já definidas para o encontro no Rio Grande do Sul, está o Seminário FSM 10 Anos, promovido pelo Grupo de Apoio ao Fórum Social Mundial. A idéia é debater não só a experiência passada do Fórum, mas principalmente seu futuro.

O evento está sendo organizado por entidades gaúchas com o apoio dos governos dos sete municípios onde ocorrerão as atividades (Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e Sapiranga).

Além do seminário de avaliação do FSM, que ocorrerá em Porto Alegre, também estão confirmados o Acampamento Intercontinental da Juventude, entre 18 e 28 de janeiro, em Novo Hamburgo, o I Fórum Mundial de Economia Solidária e a I Feira Mundial de Economia Solidária, de 22 a 24 de janeiro, em Santa Maria. Ainda em Porto Alegre, de 25 a 29 de janeiro de 2010, será realizada uma grande oficina sobre o mundo do trabalho. Esse encontro debaterá o impacto da crise econômica internacional sobre o trabalho e a qualidade dos empregos e dos ambientes de trabalho hoje em dia.

Da Bahia a Dakar
Logo após o encontro no RS, ocorrerá em Salvador, entre 29 e 31 de janeiro, o Fórum Social da Bahia. O tema central do evento, construído em conjunto com o FSM 10 Anos, será “Da Bahia a Dakar: enfrentar a crise com integração, desenvolvimento e soberania”. “Esta passagem do FSM por Salvador será uma contribuição muito preciosa para o Fórum de Dakar, no Senegal, em 2011, pois esta foi a principal porta de entrada de africanos, vítimas da escravidão. A idéia é estabelecer um diálogo entre cidades com culturas semelhantes”, explica José Luiz Del Roio, representante do Fórum Mundial de Alternativas à Crise.

Representantes de governos e movimentos sociais da América Latina e da África participarão, em Salvador, do Fórum de Diálogos e Controvérsias, que discutirá novas políticas econômicas, sociais e ambientais.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lula recebe prêmio na Inglaterra por sua atuação na política econômica e social:


Na próxima quinta-feira (5) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe, em Londres, na Inglaterra, prêmio concedido pela Chatham House como forma de reconhecimento por sua atuação nas relações internacionais e na condução da política econômica e social brasileira.
A Chatham House, instituto de assuntos internacionais do Reino Unido, concede o prêmio anualmente e premia Lula como forma de reconhecimento por sua atuação no sentido de reduzir a pobreza no Brasil por meio de políticas econômicas que mantiveram o equilíbrio fiscal e evitaram o aumento da inflação.
O site da Chatham House cita também a atuação de Lula na solução de crises regionais e o estabelecimento da missão de paz no Haiti, além do fortalecimento da inserção do Brasil no cenário global e sua atuação para fomentar o consenso nos foros multilaterais econômicos e comerciais.
O presidente Lula estará em Londres nos dias 4 e 5 e, além da premiação, terá encontros com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e com a rainha Elizabeth II.