sábado, 28 de novembro de 2009

CUT:Direção nacional discute perspectivas e propostas para 2010:

Direitos humanos, criminalização dos movimentos sociais e o papel da mídia frente aos cenários 2010’ foi o tema do debate sobre conjuntura que abriu a reunião da Direção Nacional da CUT, realizada em São Paulo nos dias 26 e 27 de novembro. O presidente nacional, Artur Henrique, e o secretário-geral, Quintino Severo, abriram os trabalhos que contou a participação de Nilmário Miranda, presidente da Fundação Perseu Abramo.

Nilmário Miranda iniciou sua contribuição ao debate dizendo que a crise está superada no Brasil, mas deixou sequelas no setor, já que os bancos privados continuam com pouca oferta de crédito e juros altos. Nilmário também aponta que mesmo havendo um reflexo decorrente da desoneração, não tivemos recessão. “Ao contrário, há um superávit positivo na exportação e todos os indicadores de desigualdade foram positivos. Porém, mesmo com tudo isso, a oposição se utiliza da mídia quase que semanalmente para tentar provocar uma crise política. O caso do ‘apagão é um exemplo, em que tentaram provocar uma crise política com o fato, mas não conseguiram. Outro exemplo é o caso Battisti, onde tentaram politizar na ânsia de gerar uma crise internacional. Mas não está mais pegando, não está tendo reflexo na sociedade”.

Sobre as eleições 2010, o presidente da FPA sublinhou que o debate será de projeto. “De certa forma isso é bom para nós, pois temos projeto, diferente da oposição, cujo projeto é tentar criar crises e divulgá-la em sua mídia. A projeto de 40 horas, por exemplo, não é apenas uma pauta sindical, é uma pauta do país e a grande mídia não fala nada sobre isso. Se negam a divulgar que o patamar de desenvolvimento técnico-cientifico que o Brasil alcançou exige 40 horas”.

Durante a reunião, a Direção Nacional fez uma avaliação da 6ª marcha como sendo a maior já realizada desde a primeira, em 2003. “A CUT e as centrais conseguiram reunir em Brasília 50 mil trabalhadores e trabalhadoras, de todos os estados, representando todas as categorias e ramos de atividade econômica e a grande mídia não divulgou uma linha sobre isso, ressalta Artur Henrique. “A mídia sabe de várias de nossas pautas, como a redução da jornada de trabalho, mas não divulga porque não a interessa, já que estão a favor da oposição. Portanto, noticiam exaustivamente o ‘apagão’ e não falam de graves acidentes que aconteceram em São Paulo, como no Rodoanel, a queda do sino da praça da Sé, enchentes etc”.

Os trabalhos da Direção Nacional também incluíram a aprovação da matriz elaborada durante a reunião de planejamento realizada Executiva Nacional da CUT, realizada nos dias 24 e 25 de novembro.

Além de encaminhamentos sobre questões internas da Central, foram feitos informes que envolvem a participação da CUT em alguns fóruns, como a 1ª Conferência Nacional de Comunicação e a Conferência de Copenhagen, importantes eventos em que a CUT apresentará propostas. Os dirigentes também foram posicionados sobre projetos que tramitam no Congresso, como Terceirização, Pré-Sal.

Finalizando os trabalhos, a Direção Nacional da CUT aprovou Resolução sobre a situação de Honduras.

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