quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Apoio do PC do B a Dilma enfraquece Ciro:

Alvo de boicote do PT, a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à Presidência deverá sofrer novo abalo na semana que vem. Suporte de Ciro dentro do já desfalcado bloquinho, o PC do B vai informar ao comando do PSB a disposição de apoiar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na corrida presidencial. "Não há dúvida de que estaremos com o projeto Lula. E esse projeto tem um nome: Dilma", disse o líder do PC do B na Câmara, Daniel Almeida (BA). O PC do B dará sinais dessa opção já nos dias 6 e 7 de fevereiro, quando, reunido em São Paulo, o seu comitê central pregará candidatura única no campo governista, e sob patrocínio do presidente Lula. Pelo cronograma do partido, a aliança com o PT, no entanto, só seria formalmente anunciada em abril, num segundo encontro partidário. Presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo chegou a defender a candidatura de Dilma numa reunião com o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), já em dezembro.

Campos pediu, porém, que o PC do B só se manifestasse depois de uma nova conversa. "Temos que dar curso às conquistas do governo Lula. E a Dilma está no meio disso tudo. Se fosse candidato de outra corrente, talvez andássemos em zigue-zague", disse Rabelo, reproduzindo argumentos apresentados a Campos. Segundo Rabelo, o PC do B propõe candidatura única na base governista para explicitar "polarização entre tucanos e o campo de Lula". "Com uma campanha polarizada fica mais claro para o eleitor e o nosso campo não dispersa", justificou Rabelo. Segundo integrantes do próprio PC do B, o partido ainda não declarou apoio formal a Dilma por dois motivos: além de poupar Ciro do isolamento, petistas teriam alegado que, com a retirada da candidatura do PSB, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), herdaria boa parte de seus votos. Embora Rabelo negue negociações nesse sentido, a estratégia foi, segundo integrantes do partido, a de manter a candidatura Ciro até que Dilma ganhasse musculatura, evitando que fosse explicitada vantagem expressiva do PSDB sobre o PT.
Como o PDT já anunciou adesão à candidatura de Dilma, o bloquinho (PSB, PDT, PC do B, PRB e PMN) se desintegrará.
Segundo o deputado Flávio Dino (MA), o PC do B deverá endossar a aliança nacional com o PMDB. Mas ela não deverá ser reproduzida em todos os Estados. "Estamos esperando o lançamento da candidatura da Dilma em fevereiro para reforçar a diretriz de aliança com o PT, feita desde 1989."

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Petrobras passa a ser a quarta maior empresa do setor no mundo:

A Petrobras subiu do nono para o quarto lugar no ranking das 50 maiores empresas de energia do mundo, segundo avaliação da consultora PFC Energy. Segundo nota divulgada na noite de ontem (26) pela estatal brasileira, o cálculo levou em conta o valor de mercado das companhias em dezembro do ano passado.

Segundo a PFC Energy, ao longo de 2009, as ações da Petrobras registraram alta de 103%, índice maior do que o alcançado pelas três primeiras da lista (PetroChina, Exxon e BHP Billiton). A consultoria destacou, ainda, o rápido crescimento da Petrobras, que saiu da 23ª colocação para o quarto lugar, em apenas oito anos. Nesse período, o valor de mercado da Companhia subiu de US$ 96,8 bilhões de dólares para US$ 199,2 bilhões, segundo a empresa.

A estatal brasileira superou empresas do porte da Shell, da BP, da Sinopec, da Chevron, da Total, e da Gasprom, que, pela ordem, também estão entre as dez maiores empresas de energia do mundo.

A PFC Energy é uma consultoria de energia com atuação em empresas e governos em todo o mundo há mais de 20 anos. Ela publica anualmente o ranking das 50 maiores companhias de energia com ações em bolsa – usando como principal critério o desempenho no mercado de capitais. Fundada em 1984, a PFC Energy tem escritórios em Washington, Paris, Houston, Bahrain, Lausanne, Kuala Lumpur e Buenos Aires.

ABr

Publicidade tucana: Gastos das empresas públicas de SP somam R$ 198 milhões:

Responsáveis pelas principais obras do governo, empresas públicas e estatais paulistas, como Sabesp, Dersa e Metrô entram no ano eleitoral – em que o governador José Serra (PSDB) deve concorrer à Presidência – com contratos de publicidade que somam até R$ 198 milhões. A cifra é 80% maior que os R$ 110 milhões destinados à administração direta paulista (as secretarias estaduais), cuja publicidade está dividida em três contas.

Das 17 empresas, nove mantêm hoje contratos de publicidade assinados ou renovados em 2009. Como as agências foram contratadas em diferentes datas e os prazos variam entre seis meses e um ano, há contratos que terminam no mês que vem e outros vigoram até novembro, logo após o 2º turno das eleições (veja ao lado). Sabe-se, contudo, que, em um mês, as estatais gastam, em média, R$ 27,7 milhões em marketing.

Além de prorrogar as contas em 2009, algumas empresas aproveitaram para aditar o valor dos contratos. É o caso da Sabesp, dona do maior orçamento mensal médio com propaganda do governo – R$ 7,3 milhões. Em novembro, a companhia renovou contas com as agências Nova S/B e Lew Lara até 2 de junho com aumento de cerca de 25%, o máximo permitido pela Lei de Licitações.

A Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), responsável pelas obras do Rodoanel e ampliação da Marginal do Tietê, duas vitrines do presidenciável tucano, fez o mesmo. Uma das contas, no valor de R$ 36 milhões, é da agência Lua Branca, do publicitário Luiz Gonzales, que fez as campanhas de Serra em 2004 e 2006 e que ajudou a reeleger o prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 2008.

Horário nobre

As contas das estatais fazem parte de ofensiva publicitária que o governo Serra empreende desde o segundo semestre de 2009 e que inclui uma série de inserções comerciais em emissoras de rádio e TV no horário nobre. Na última quinta-feira, por exemplo, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) levou ao ar peça de um minuto no intervalo do Jornal Nacional, da TV Globo, falando de ciclovias e bicicletários implantados na capital. Um minuto de exibição na Globo, no mesmo horário, custa R$ 296 mil.

A CPTM divide com o Metrô a divulgação do programa Expansão São Paulo. Das três contas do Metrô, a mais cara – R$ 14 milhões – é da DM&AP, do publicitário Duda Mendonça, um dos 40 réus no processo do mensalão do PT de 2005, no Supremo Tribunal Federal.
Para o ano eleitoral, as ações de marketing do governo paulista ganharam reforço de empresas que não investiam antes em propaganda. É o caso da Companhia de Desenvolvimento Agrícola (Codasp), que fechou em dezembro contrato de seis meses com a Sabiá Comunicação, no valor de R$ 5 milhões.

Autarquia e fundação

O empenho na divulgação das ações de governo não está restrito às empresas e à administração direta. Autarquias como a Fundação Florestal, que nunca havia gasto com publicidade, tem contrato de R$ 5 milhões, mesmo valor do contrato firmado pela Fundação Casa, ex-Febem. Já a Artesp, agência responsável pelas concessões de rodovias, contratou a White Propaganda por R$ 10 milhões para divulgar obras em rodovias do Estado e, em menos de dois meses, elevou o valor do contrato em R$ 2,35 milhões.

Como todas as peças seguem padrão imposto pela Secretaria de Comunicação, levam o logotipo do Governo do Estado e um slogan – o “Governo de São Paulo, Trabalhando por você” foi trocado, há alguns dias, por “Cada vez Melhor”. Apesar das inserções comerciais diárias nas emissoras de rádio e TV, Serra disse, em evento no dia 19 na zona sul da capital, onde entregou material escolar, que o “tucano é nota 100 em esconder a autoria das coisas”. “Tucano é avesso a fazer publicidade quando está no governo”.

Na vitrine

R$ 36 mi é o valor do contrato da Dersa com a Lua Branca, pelo período de um ano. A agência é ligada ao publicitário Luiz Gonzales, que atuou nas campanhas de José Serra em 2004, à Prefeitura, e 2006, ao governo paulista, e na de Gilberto Kassab à Prefeitura, em 2008.

Jornal da Tarde

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Lula enaltece ação do FSM e pede ano de solidariedade ao Haiti:

Mais de 10 mil pessoas lotaram o ginásio Gigantinho na noite de terça-feira (26) para ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita ao Fórum Social Mundial. Com gritos de "Olê, olê, olá, Lula" e "Lula, guerreiro do povo brasileiro", a multidão recebeu o presidente.
Em seu discurso, Lula lembrou sua participação no FSM de 2003, quando havia tomado posse recentemente como presidente da República. Lembrando da ocasião, fez uma avaliação dos 10 anos do evento para o Brasil e para a América Latina: “Passaram-se 10 anos e o Fórum continua intacto, porém, mais maduro, mais calejado, mais ciente das dificuldades”. Para o presidente o momento político que vive a América Latina é excepcional e consolida a democracia no continente.

Solidariedade ao Haiti

Durante seu discurso, Lula sugeriu que em vez de tomar diversas decisões, o 10º Fórum Social Mundial deveria tomar apenas uma em 2010: dedicar o ano ao povo do Haiti e à reconstrução do país que foi arrasado no início do mês por um terremoto.

O presidente lembrou que o que acontecia no Haiti até hoje era puro descaso, falta de respeito com o direito sagrado da população haitiana de ter cidadania, e que o Brasil tem trabalhado para resgatar esse direito e consolidar a democracia no país caribenho. Lula visitará o país no dia 25 de fevereiro.

Lula afirmou que tem orgulho de estar promovendo no Brasil a mais consolidada política de inclusão social do mundo, mesmo sabendo que ainda falta muita coisa a ser feita. Talvez, afirmou o presidente, sejam precisos mais 10 anos, 15 anos, mas já é possível ver o significado das coisas que estão acontecendo no Brasil: de que é possível consolidar um novo Brasil, uma nova América Latina, uma nova África.

Da mesma forma, o Brasil tem estabelecido políticas voltadas para a África, cujo povo ajudou a construir o nosso País, a nossa cor, a nossa gente, afirmou Lula. E essa divida com a África não pode ser paga apenas com dinheiro, mas também em gesto e em solidariedade. Citou o trabalho desenvolvido pela Embrapa em alguns países africanos, como Gana, para ajudar a África a alimentar seu povo e a se tornar até mesmo em exportador de alimentos. A potencialidade da savana africana, afirmou Lula, é a mesma do centro oeste brasileiro. Mas para isso, a Europa precisa abrir suas fronteiras aos produtos agrícolas africanos e abrir mão de subsídios aos seus produtores, como vem fazendo.

Davos

Lula falou ainda de sua ida à reunião de Davos, na Suíça, sexta-feira (29), que reúne representantes de grandes corporações e países desenvolvidos -- a exemplo do que fez em 2003. Este ano Lula receberá em Davos o prêmio de “Estadista Global”.

O presidente afirmou que mostrará orgulhoso aos participantes da reunião de Davos que ele, um torneio mecânico, foi quem mais criou universidades e escolas técnicas profissionais no Brasil. Disse ainda que o sistema financeiro internacional, que estará representado no encontro na Suíça, não pode mais ditar as regras do jogo, porque tem responsabilidade direta pela crise econômica do ano passado.

O presidente falou ainda sobre a realização de conferências durante seus dois mandatos. “Na Conferência Nacional de Comunicação, boa parte do empresariado não quis participar e, ainda assim, conseguimos realiza-la com milhões de pensamentos diferentes e debater um assunto que sempre foi restrito”, disse. Por fim, ele afirmou que democracia não é um pacto de silêncio, mas o direito de se manifestar “como acontece nas conferências e aqui no FSM”, finalizou.

Com informações da CUT e Blog do Planalto

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

FSM: marcha de abertura reúne entre 15 mil e 30 mil em Porto Alegre:

Um público estimado entre 15 mil e 30 mil pessoas participaram da marcha de abertura do FSM de Porto Alegre, ontem a tarde.

Por volta das 15h, as principais avenidas e ruas de Porto Alegre começaram a ganhar cores, formas e sons, marcando a concentração para a tradicional marcha de abertura do Fórum. A diversidade e a pluralidade tomaram conta da paisagem, com mulheres e homens de várias gerações, raças, etnias, em plena demonstração de unidade dos movimentos sociais. São sindicalistas, estudantes, ambientalistas, feministas, partidos e movimentos políticos marchando em unidade, rumo a um objetivo em comum: um outro mundo possível e necessário.

A marcha saiu do Largo Glênio Peres por volta das 17h30 e seguiu pelas ruas Borges de Medeiros, Aureliano Pinto de Figueiredo e Av. Edvaldo Pereira Paiva até a Usina do Gasômetro.

Por volta das 19h, a caminhada chegou na Usina do Gasômetro e fechou o dia com shows de Bataclã FC, Renato Borgetti, Revolução RS, Marieti Fialho, Tonho Crocco, Banda Gog, Teatro Mágico, Papas da Língua e Marcelo D2.

Desafios e propostas

Dez anos depois: desafios e propostas para um outro mundo possível – este é o tema do Seminário de avaliação de uma década de Fórum Social Mundial, que ocorre até sexta-feira (29), em Porto Alegre.

A Usina do Gasômetro, patrimônio histórico e cultural da cidade abrigou a mesa de abertura, que teve a participação de importantes entidades dos movimentos sociais de vários países do mundo, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), representada por João Felício, secretário de Relações Internacionais. Também marcaram presença João Pedro Stédile, do Movimento Sem Terra (MST), o ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra e o idealizador do FSM, Oded Grajew Grajew (Cives e Movimento Nossa São Paulo), que ressaltou que a importância do FSM consiste em dar voz à sociedade civil organizada e oferecer uma possibilidade de fortalecimento da sociedade civil, a ponto de viabilizar seus objetivos.

Durante a abertura, João Felício destacou que o grande diferencial do Fórum sempre foi o ineditismo da idéia, pois nos anos 70, 80 e 90 não havia espaço para esse tipo de debate, além de ser um espaço para todo mundo. “Essa idéia deu tão certo que já estamos comemorando 10 anos de FSM. Ao contrário do Fórum de Davos, que não foi capaz de prever a crise financeira que enfrentamos, apesar de falarmos sobre isso há bastante tempo”.

Segundo Felício, para aumentar ainda mais a unidade do FSM seria importante elaborar uma plataforma com as questões sociais aqui tratadas, de forma a balizar as ações dos movimentos sociais. “A reflexão é fundamental, mas é necessário mobilização de massa, por isso, colocar tudo no papel seria importante. Teríamos uma unidade maior dentro da nossa diversidade”, aponta.

O secretário finalizou reiterando sobre a necessidade de se olhar para o futuro e de construir um projeto de unidade. “Aqui as pessoas pensam o mundo de maneira solidária. Esse evento possibilita que conheçamos as diversas realidades, a pluralidade da sociedade. O Fórum é um grande projeto de unidade e só por isso já é sucesso”, completou.

Coordenado por Salete Camba, o balanço também contou com as participações de Lílian Celiberti (Articulación Feminista Marcosur - Uruguai), Raffaella Bollini (ARCI - Itália), Nandita Shah (National Network of Autonomous Women's Groups (Índia), Cândido Grzybowski (Ibase) e Francisco Whitaker (CBJP).

As informações são da CUT (www.cut.org.br)

PAC reiniciou o maior ciclo de investimentos do Brasil desde JK, diz Paulo Bernardo:

Em entrevista veiculada no Jogo do Poder, programa apresentado pelo jornalista Alon Feuerwercker, na Rede CNT, o ministro do Planejamento Paulo Bernardo afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) reiniciou o maior ciclo de investimentos do Brasil desde o governo de Juscelino Kubitcheck.
Além do PAC, as prioridades do governo para 2010, segundo o ministro, são a continuidade dos programas sociais, particularmente na área da educação, com a implantação de novas universidades e campi e escolas técnicas federais. O último programa de grande porte lançado pelo governo foi o Minha Casa, Minha Vida, que, segundo o ministro, terá bons resultados ainda este ano.

"Essa história de que no ano eleitoral precisamos gastar mais é um mito. O que acontece é o contrário, pois a legislação eleitoral tem muitas restrições nos gastos em ano de eleição", destacou.

Em 2010, destacou Bernardo, a expectativa é de uma arrecadação maior porque o crescimento da economia vai trazer uma receita maior para o governo. Além disso, o governo vai manejar as contas "com muita prudência e rigor para obtermos o resultado previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que é de 3,3 por cento para o setor público como um todo".

"A nossa aposta é que os programas que implantamos e estamos executando desde 2007, principalmente, serão bem-sucedidos. E, com certeza, terão influência eleitoral, mas lançar novos programas em ano eleitoral seria burrice e não teria resultado nenhum", afirmou. Quanto ao setor de exportação, que sofreu com o desaquecimento da economia, Bernardo disse que o governo promoveu medidas na área de crédito e de tributos.

"Deveríamos fazer um esforço para aprovar ainda este ano a reforma tributária. Existe ainda um resto de tributação sobre as exportações que não se consegue resolver porque o sistema é muito complexo, um imposto incide sobre o outro e você não consegue efetivamente desonerar as exportações. Isso daria um ganho de competitividade ao setor, que avançou muito, mas ainda há bastante coisa a ser feita", ressaltou.

Para ele, é um erro dizer que o PAC não está andando porque ainda não inaugurou obras. "Tivemos grandes dificuldades, como problemas ambientais, mas estamos tocando as obras e haverá muito investimento para os próximos anos".

E acrescentou: "O governo, quando lançou o PAC, fez um grande exercício de planejamento e de implementação de investimentos no Brasil e definiu as fontes de orçamento. Quando anunciamos o PAC, dissemos que apenas 15 por cento viriam do dinheiro de impostos e o restante, de financiamentos do BNDEs, da Caixa Econômica Federal, e investimentos da Petrobrás, da Eletrobrás e da iniciativa privada".

De acordo com Bernardo, o PAC, na verdade, além de ser um esforço de retomar os investimentos do setor público, foi um esforço para estimular o investimento privado. E, mais do que isso, de mudar o conceito de gestão pública. "Temos casos de megaempresários que nos procuraram para incluir seus investimentos no PAC, não para pedir dinheiro, mas para se valer da gestão do governo, porque, quando aparece algum problema de qualquer ordem, imediatamente nos juntamos - o Ministério do Planejamento, da Fazenda, a Casa Civil e o Ministério da área - para resolver", destacou.

Para o ministro, o PAC promove uma mudança na forma de gestão dos investimentos: "O governo induz, mas acompanha, cobra, briga e cede quando é preciso. Queremos fortalecer o papel do Estado na economia, mas achamos que se a iniciativa privada pode construir uma usina hidrelétrica, e operar com preços regulados e razoáveis, porque nós precisamos fazer isso?"

Assessoria do Ministério do Planejamento.

FMI eleva previsão de crescimento global e do Brasil:

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou nesta terça-feira suas previsões para o crescimento mundial em 2010, avaliando que a recuperação da crise financeira tem sido mais forte que o esperado.
Na última atualização do relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, o FMI estimou que a economia global deve se expandir 3,9 por cento este ano. A estimativa anterior, divulgada em outubro, era de 3,1 por cento.
Para 2011, a projeção é de crescimento de 4,3 por cento. No caso do Brasil, a previsão de crescimento neste ano foi elevada para 4,7 por cento, frente à projeção anterior de 3,5 por cento.

Ainda assim, o número é inferior ao prognóstico do Ministério da Fazenda, de expansão de 5,2 por cento este ano, e do Banco Central, que prevê aumento de 5,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Para 2011, o prognóstico do FMI é de que o Brasil cresça 3,7 por cento. A estimativa de expansão das economias emergentes e em desenvolvimento é de 6,0 por cento em 2010 e 6,3 por cento em 2011.

"A recuperação global está mais forte que o antecipado, mas está ocorrendo em velocidades diferentes nas várias regiões", avaliou o Fundo.

Para o FMI, a retomada na maioria das economias avançadas deve continuar fraca, com elevadas taxas de desemprego e aumento da dívida pública como desafios às autoridades monetárias.

Em contraste, a recuperação nos países emergentes e em desenvolvimento deve ser bem mais vigorosa, alimentada por forte demanda doméstica.

Para o FMI, muitos bancos centrais podem manter a taxa de juro baixa este ano, com a expectativa de que a inflação deve continuar baixa e o desemprego alto por algum tempo.

O Fundo acrescentou que há preocupações crescentes em algumas economias emergentes sobre um salto no fluxo de capital e as implicações sobre os preços de ativos e pressões no câmbio.

Devido à natureza ainda frágil da recuperação, a política fiscal deve continuar pró-crescimento e as medidas de estímulo planejadas para 2010 devem ser totalmente implementadas, segundo o FMI.

Agência Estado

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Dirceu recebe apoio para voltar à Executiva do PT :

Ao lado de nomes como os deputados João Paulo Cunha (SP) e José Genoino (SP), este último presidente do PT,Dirceu foi confirmado no último fim de semana na lista de indicados da ala majoritária da sigla para compor o novo Diretório Nacional, que será instalado em fevereiro.

Nas próximas semanas, o presidente eleito do partido, o ex-senador José Eduardo Dutra (SE), vai se debruçar na montagem da Executiva Nacional, que reúne 18 postos estratégicos da hierarquia partidária, dá a linha de atuação da sigla e referenda decisões dos 81 membros do Diretório Nacional.
Apoiadores da volta de Dirceu afirmam que o PT não pode prescindir, em 2010, de quadros experientes e, principalmente, familiarizados com uma campanha presidencial. Esta é a primeira vez que a sigla se lança numa disputa pelo Palácio do Planalto sem ter o presidente Lula como candidato e encara o desafio de convencer o eleitorado a votar na chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ex-homem forte do governo Lula e ex-presidente do PT, Dirceu trabalha há meses nos bastidores angariando apoio para a campanha de Dilma.
A preocupação com a busca de quadros qualificados para a Executiva costuma ser justificada por uma regra estatutária do PT. Pela norma, estão proibidos de permanecer na instância os integrantes que ocuparam o mesmo posto por dois mandatos consecutivos, assim como os que estiveram por três mandatos seguidos em funções diferentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Blog da Dilma:

FSM 2010: Marcha e shows musicais marcam abertura da décima edição do evento:

A abertura do FSM 10 acontece hoje (25), 9h30min, na Usina do Gasômetro.

A mesa de saudação contará com representante dos prefeitos que sediam o encontro, o ministro Tarso Genro, representantes da organização do FSM 10 e representantes do Conselho Internacional do FSM.

Das 11h às 13h, acontece a primeira atividade do Seminário Internacional 10 anos depois, a mesa Fórum Social Mundial – Balanço de 10 Anos, com a participação de Lilian Celiberti, Raffaella Bollini, Nandita Shah, Francisco Whitaker, João Antônio Felício, João Pedro Stédile, Oded Grajew e Olívio Dutra (veja a programação completa do Seminário abaixo)

A marcha de abertura do FSM deve sair por volta das 17h30min do Largo Glenio Peres, Borges de Medeiros, Aureliano Pinto de Figueiredo, Av. Edvaldo Pereira Paiva e segue até a Usina do Gasômetro, onde haverá shows de Bataclã FC, Renato Borgetti, Revolução RS, Marieti Fialho, Tonho Crocco, Banda Gog, Teatro Mágico, Papas da Língua e Marcelo D2.

Confira a programação completa do seminário internacional:

Seminário Internacional 10 Anos Depois

O blog do seminário – http://seminario10anosdepois.wordpress.com/ – atualmente apresenta uma série de textos de analise e debate sobre os 10 anos do processo FSM. Durante o Fórum, porém, trará informações adicionais sobre o evento e pequenos resumos dos debates.

A programação final do Seminário (sujeita a mudanças) é:

Seminário Dez ano depois: Desafios e propostas para um outro mundo

25 a 29, JANEIRO 2010

25/1, segunda-feira
9h-10h30 Mesa de Saudação do Fórum Social 10 Anos Depois Grande Porto Alegre
Participantes:
Autoridades locais, estaduais, federais
Representantes históricos do FSM da sociedade civil
Aldalice Otterloo – ABONG (Brasil)
Taoufik Ben Abdallah – ENDA (Senegal)
Prefeito José Fogaça
Tarso Genro

Local: Gasômetro

11h-13h Mesa de Abertura Seminário Fórum Social Mundial – Balanço de 10 Anos
Participantes:
Lilian Celiberti – Articulación Feminista Marcosur (Uruguai)
Raffaella Bollini – ARCI (Italia)
Nandita Shah – National Network of Autonomous Women’s groups (India)
Candido Grzyzibowski – IBASE (Brasil)
Francisco Whitaker – CBJP (Brasil)
João Antônio Felício – CUT (Brasil)
João Pedro Stédile – MST (Brasil) /
Oded Grajew – Cives – Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania (Brasil)
Olívio Dutra

Coordenação: Salete Camba – IPF (Brasil)
Local: Gasômetro

26/1, terça-feira

A Conjuntura Mundial Hoje
9h-12h A Conjuntura Ambiental Hoje

Participantes:
Nicola Bullard – Focus on the Global South (Tailandia)
Gilmar Mauro – MST (Brasil)
Roberto Espinoza- CAOI (Peru)
Hildebrando Vélez Galeano – Amigos de la Tierra (Colômbia)
Justina Cima (*) MMC (Brasil)
Local: Gasômetro

A Conjuntura Econômica Hoje
Participantes:
David Harvey – City University of New York (EUA)
Susan George – ATTAC (França)
Arthur Henrique da Silva Santos – CUT (Brasil)
Paul Singer- FEA/USP (Brasil)
Local: Assembleia Legislativa

A Conjuntura Política Hoje
Participantes:
Immanuel Wallerstein
Samir Amin- Foirum Mondial des Alternatives (Egito)
Jamal Juma – Palestinian Grassroots Anti-Apartheid Wall Campaign (Palestina)
Gustave Massiah- Centre Recherches et d´Information pour le Développement (França)
Gustavo Soto Santiesteban – Centro de Estudios Aplicados a los Derechos Económicos, Sociales y Culturales (Bolívia)
Nalu Faria – Marcha Mundial das Mulhers (Brasil)
Bernard Cassen – Forum Mondial des Alternatives (França)
Local: Cais 6

A Conjuntura Social Hoje
Participantes:
Edgardo Lander – Universidad Central de Venezuela (Venezuela)
Emir Sader- CLACSO (Brasil)
Mohamed Soubhi – Forum des Alternatives Maroc (Marrocos)
Ana Pizzo
Rosane Silva – CUT (Brasil)
Local: Cais 7


27/1, quarta-feira

Elementos da Nova Agenda I / Elements of The New Agenda I
9h-12h Bens Comuns
Participantes:
Silke Helfrich – Fundação Heinrich Boell (Alemanha)
Patrick Mooney – University of Kwa Zulu-Natal School of Development Studies (Africa do Sul)
Camila Moreno – Terra de Direitos (Brasil)
Carlos Candiotti – CONACAMI (Brasil)
Vita Giovanna Randazzo Eisemann
Local: Gasômetro

Sustentabilidade
Participantes:
Corinne Kumar – Cortes de Mulheres (India/Tunisia)
Fátima Mello – FASE (Brasil)
Rosa Chavez -
Indra Lubis – Via Campesina (Tailandia)
Maria Pia Matta Cerna – AMARC (Chile)
Antônio Barbosa – ASA (Brasil)
Local: Cais 7

Economia e Gratuidade
Participantes:
Patrick Viveret – Centro Internacional Pierre Mendes (França)
Lilian Celiberti – Articulación Feminista Marcosur (Uruguai)
Ladislaw Dowbor
Nila Heredia – ALAMES (Bolívia)
Daniel Pascual
João Joaquim de Melo Neto Segundo – Palmas (Brasil)
Local: Cais 6

Bem-Viver
Participantes:
Anibal Quijano – Universidade de San Marcos (Peru)
Marco Deriu – Universidade de Parma (Italia)
Mercia Andrews – Trust for Community Outreach and Education (Africa do Sul)
Zraih AbderKadel – Forum des Alternatives Maroc (Marrocos)
Ana Maria Prestes – OCLAE (Brasil),
Segundo Churuchumbi – ECUARUNARI (Peru)
Local: Assembleia Legislativa

28/1, quinta-feira

Elementos da Nova Agenda II

9h-12h Organização do Estado e do Poder Político
Participantes:
Pablo Sólon, – Aliança Social Continental (Bolivia)
Njoki Njoroge Njehu – Daughters of Mumbi Global Resource Center / Africa Jubilee South (Quenia)
Prabir Purkayastha – All India Peace and Solidarity Organisation (India)
João Pedro Stédile – MST (Brasil)
Nancy Neamtan – Chantier de l’Economie Sociale (Canadá)
Giampiero Rasimelli
Sergio Hinojosa (*)
Local: Gasômetro


Direitos e Responsabilidades Coletivas
Participantes:
Carles Riera – Ciemen (Catalunha)
Alberto Achito Lubiasa (Colômbia)
Maria Betânia Ávila – Articulação de Mulheres Brasileiras (Brasil)
Irene Khan – Anistia Internacional (Bangladesh)
Kamal Lahbib – Forum des Alternatives Maroc (Marrocos)
Marcos Terena
Local: Cais 7

Novo Ordenamento Mundial
Participantes:
Taoufik Ben Abdallah – ENDA (Senegal)
Patrick Bond – University of Kwa Zulu-Natal School of Development Studies (Africa do Sul)
Antônio Martins – ATTAC (Brasil)
Socorro Gomes – CEBRAPAZ (Brasil)
Eric Toussaint – CADTM (Belgica)
Teivo Teivainen – NIGD (Finlandia)
Local: Cais 6

Como Construir Hegemonia Política
Participantes:
Boaventura dos Santos – Universidade de Coimbra (Portugal)
Virginia Vargas – Articulacion Feminista Marcosur (Peru)
Amit Sengupta – Peoples Health Movement (India)
Christophe Aguiton – Marches Européennes contre le chômage (França)
Rosane Bertotti – CUT (Brasil)
Local: Assembleia Legislativa

29/1, sexta-feira

9h-11h Sistematização das Grandes Questões e Contribuição para o Processo Fórum Social Mundial
Local: Gasômetro

11h30-14h30 Rumo a Dakar 2011: A Multiplicidade dos Fóruns
Crise de Civilização – Roberto Espinoza – CAOI (Peru)
Forum da Palestina – Jamal Juma – Palestinian Grassroots Anti-Apartheid Wall Campaign (Palestina)
Forum das Americas – Jose Miguel Hernandez – Encuentros Hemisfericos contra el ALCA (Cuba)
Forum do Maghreb – Kamal Lahbib- Forum des Alternatives Maroc (Marrocos)
Forum Panamazônico – Luiz Arnaldo Campos – Forum Social Pan-Amazônico (Brasil)
Povos sem Estado – Carles Riera – Ciemen (Catalunha)
Forum Social Africano – Taoufik Ben Abdallah – ENDA (Senegal) / Demba Moussa Dembele – Forum Social Africano (Senegal)
Forum Social Estados Unidos – Michael Leon Guerrero- Grassroots Global Justice Alliance (EUA)
Forum Social Europeu – Raffaella Bollini – ARCI (Italia)
Forum Social Temático Bahia – Martiniano (*) – CUT (Brasil)
Local: Gasômetro

Site do FSM (www.fsm10.com.br)

Governo do Pará realiza Concurso público para o Ofir Loyola:

O Hospital Ofir Loyola abriu nesta segunda-feira (4) as inscrições para 339 vagas imediatas e cadastro de reserva para cargos de nível médio-técnico e superior, com salários de R$ 479,75 a R$ 1.706,83. As inscrições podem ser feitas pelo site do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (www.idecan.org.br) até o dia 7 de fevereiro. Para o cargo de nível médio-técnico, a inscrição é no valor de R$ 47. Para os cargos de nível superior, R$ 57. As provas estão previstas para o dia 7 de março de 2010, em Belém.

O HOL é uma das instituições de saúde pública que mais tem recebido investimentos do governo do Estado. Já são R$ 10 milhões de investimentos em estrutura física e aquisição de equipamentos. O aparelho acelerador linear, que estava há três anos guardado no almoxarifado da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) quando assumiu o governo, está em fase de testes e logo entrará em funcionamento. Pesquisa entre os usuários feita pela Ouvidoria do hospital atestou satisfação de cerca 90% com o atendimento e quase 100% com os médicos e profissionais de saúde.

Edital e inscrição: http://www.idecan.org.br/ophirloyola.htm

Governadora entrega mais dois infocentros em Icoaraci :

"Ao terem acesso a cursos de informática, os jovens podem ter uma oportunidade de evitar cair na marginalidade e no tráfico de drogas". Com essas palavras, José Augusto Pereira de Freitas, membro do Conselho Gestor do Infocentro da comunidade Paracuri II, inaugurado na manhã deste sábado (23), em Icoaraci, deixou claro o impacto positivo das ações de inclusão digital do Governo do Estado.

Localizado numa área pobre de Belém, carente de infra-estrutura urbana, o bairro do Paracuri II pode comemorar desde hoje a sua inclusão na grande rede mundial de computadores. O infocentro instalado na associação do moradores do bairro conta com 8 computadores e terá acesso à internet de alta velocidade do programa Navega Pará.

Nesta mesma manhã, a governadora Ana Júlia Carepa inaugurou mais um infocentro, na comunidade São Paulo, em Icoaraci. Dispondo de 14 computadores, este é o 82o infocentro instalado no estado e mais um dos 26 infocentros que serão entregues neste mês de janeiro. "Já temos mais de 80 infocentro em todo estado, e nossa meta é chegar a 150 até o fim do ano", prometeu a governadora.

Outro três infocentros serão entregues no distrito de Icoaraci ainda este mês, além de um espaço de acesso livre à internet.

"É mais uma oportunidade para nossa juventude, que passa a ter acesso a cursos de informática básica e também à educação e à informação", disse a governadora. Além de promover acesso a internet, o infocentro torna-se um espaço de educação de jovens e adultos da comunidade, através de cursos de informática básica e línguas. "Em primeiro lugar colocamos monitores nos infocentros, escolhidos na própria comunidade, que recebem bolsas para ministrar cursos de informática básica".

"Esse é um momento histórico para nossa comunidade, pois esse projeto só vem a somar na formação de nossos jovens", disse dona Maria Doraci, vice presidente do Centro Comunitário e integrante do conselho gestor do infocentro da Comunidade São Paulo. "Nós determinamos o bloqueio aos sites de pornografia e violência, portanto as famílias podem ficar tranqüilas que os seus filhos não terão acesso a sites que não contribuem com a formação moral deles", reforçou a governadora.

Investimentos - A governadora anunciou à comunidade outros investimentos que estão sendo feitos pelo governo do estado em Icoaraci, entre eles a revitalização da avenida Arthur Bernardes, que proporcionará uma via de acesso mais rápido ao centro da cidade. A rodovia, parte do projeto Ação Metrópole, que prevê a construção de um viaduto no cruzamento das avenidas Júlio César e Pedro Álvares Cabral e o prolongamento da avenida Independência em sua primeira etapa, trará ciclovias para o distrito de Icoaraci, tornando o trânsito mais humano.

Outro investimento importante é o Distrito Industrial de Icoaraci, que está sendo entregue totalmente urbanizado, e abrigará diversas indústrias dentro da nova onde de crescimento industrial do estado. Ainda este mês a governadora deverá entrega ainda 138 casas na comunidade Taboquinha, dentro do Programa de Aceleração de Crescimento, o PAC Habitação e Saneamento.


Habitação de interesse social:

O governo do Pará está investindo em habitação para comunidades rurais, quilombolas e indígenas, com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social - FNHIS, do programa Subisídio à Habitação de Interesse Social - PSH, complementados pelas contrapartidas estaduais e pelo CrediCasa.O subsídio federal, mais o Credicasa e a contribuição dos municípios vão permitir que a casa fique muito mais barata, a ser paga em seis anos, com prestação que não comprometa a renda familiar. O governo estadual também firmou convênio com a Caixa para viabilizar contratos de outros programas (FNHIS e FGTS) quando o município estiver inadimplente com os tributos federais e por isso impedido de receber recursos federais. Também estamos oferecendo projetos de casas e assistência técnica para associações que captarem recursos federais diretamente.Até o momento, temos 15 mil unidades habitacionais contratadas através do PAC, metade de tudo o que a Cohab já havia feito em 40 anos de existência. Há outras contratações em andamento, como os 9 mil lotes da área já desmatada da fazenda Pirelli, em Marituba, as 1000 unidades a disposição dos programas antigos da Caixa, e das 51 mil unidades disponibilizada no novo programa. Antes de nossa gestão, esse déficit habitacional do Pará,(que atualmente é de 470 mil unidades) só aumentava, agora nossa meta é reduzi-lo em pelo menos 20%, através do trabalho conjunto de todas as esferas de poder público e do setor privado.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Revista Super Interessante – Dezembro de 2009:


Apagão de semanas, internet destruída, calor de deserto, chuva que não para. Coisas fundamentais para as nossas vidas podem acabar de uma hora para a outra. A matéria de capa desta edição especial da Super vai mostar como bastam pequenos problemas para que catástrofes virem realidade. Você vai saber quais são os maiores riscos que a humanidade corre - e o que alguns visionários estão fazendo para resolvê-los.

Nem só de sustentabilidade, porém, é feita a edição. A revista também traz:

- REALIDADE AUMENTADA!
- Uma viagem por dentro do Aerolula
- A experiência da repórter que ficou uma semana sem plástico - foi mais difícil do que você imagina.
- Por que é tão difícil cumprir as promessas que nós mesmos fazemos - como as tradicionais de réveillon?

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Investir em educação e inovação tecnológica faz a diferença, afirma Lula:

O que vai fazer diferença no Brasil e ajudar o País a dar um salto de qualidade são os investimentos públicos e privados em educação e ciência e tecnologia, afirmou nesta sexta-feira (22/1) o presidente Lula durante inauguração de uma nova unidade farmacêutica do Laboratório Cristália em Itabira (SP), usada como exemplo de que o Brasil está no caminho certo para se desenvolver e ganhar peso internacional no setor de inovação tecnológica.

Acompanhado dos ministros José Gomes Temporão (Saúde), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Antonio Padilha (Relações Institucionais), Lulalembrou que pediu há três anos um programa de ciência e tecnologia para o País, que foi apresentado pelo ministro Rezende e incluído no PAC. Na reunião ministerial de ontem, Lula afirma ter cobrado Rezende a execução total dos recursos previstos (R$ 41 bilhões) até 2010.

O presidente afirmou ainda que a inauguração é a prova viva de que o Brasil aprendeu a andar para a frente, a se desenvolver e a investir em ciência e tecnologia. E quando o País investe na formação e qualificação dos brasileiros nessa área de inovação, o resultado é um “crescimento extraordinário” que beneficia a todos.

A nova fábrica contou com investimentos de R$ 160 milhões, sendo R$ 40 milhões financiados pelo BNDES, e tem 35 mil m² de área construída. Ela vai operar com equipamentos inéditos no Brasil, credenciando o Laboratório a ampliar suas exportações de medicamentos para o exterior. Além disso, a produção será automatizada, sem contato manual, garantindo mais segurança aos medicamentos fabricados. Em uma primeira etapa, serão gerados cerca de 150 empregos diretos, podendo chegar a 330 quando estiver a plena carga.

Investimento em pesquisa no Brasil é um dos mais altos, apontam EUA:

O Brasil é um dos países em que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento mais crescem no mundo, afirma o Conselho de Ciência e Engenharia dos Estados Unidos, que acaba de soltar o seu relatório bianual.

O foco central do relatório são os Estados Unidos, mas, quando são feitas comparações internacionais, o Brasil aparece bem algumas vezes, como na expansão nos investimento em pesquisa, calculada em 10% anuais. O destaque entre os emergentes, porém, é a China, com uma taxa de crescimento da ordem de 20%. O desempenho brasileiro também é positivo no número de publicações de artigos em revistas acadêmicas internacionais. "Ciência e tecnologia não são mais uma província das nações desenvolvidas", conclui o relatório. "Elas se tornaram mais democráticas."

Os investimentos mundiais em ciência em tecnologia são calculados em US$ 1,1 trilhão em 2007, ano mais recente com dados disponíveis, o que equivale ao dobro dos US$ 525 bilhões observados em 1996. "A cada 11 anos, os investimentos em pesquisa e desenvolvimentos duplicam", afirma o relatório. O Brasil tem apenas uma fração desse valor, com investimentos calculados em US$ 13 bilhões em 2006. Os Estados Unidos mantêm a dianteira no ranking de investimentos, com US$ 369 bilhões; o Japão vem em seguida; com US$ 148 bilhões; e, na terceira posição, aparece a China, com US$ 102 bilhões.

Os dados sobre investimento em pesquisa são coletados pela OCDE, o clube dos países ricos, e incluem apenas os seus membros e alguns países selecionados. O Brasil, que não é sócio da OCDE, não está nas estatísticas. Mas o relatório usa dados coletados pela Unesco, organismo das Nações Unidas para cultura e educação, para mostrar que o Brasil está se tornando mais importante na área de pesquisa e desenvolvimento.

"Índia e Brasil estão entre os países com o melhor desempenho, ainda que não façam parte das estatísticas oficiais", afirma o relatório, que diz que os dois países dobraram o volume de investimentos desde meados de 1990. "Brasil e a Índia estão entre os 15 maiores países que mais investem em pesquisa e desenvolvimento."

Apesar de seu rápido crescimento, a China ainda tem uma relação entre investimento e o Produto Interno Bruto (PIB) relativamente pequena, de apenas 1,49%. Especialistas costumam citar como nível desejável percentuais acima de 3% do PIB, diz o conselho americano de ciência e tecnologia . Os Estados Unidos estão muito próximos disso (2,69%) e o Japão supera esse percentual (3,44%). O relatório não calcula o percentual do Brasil.

As empresas privadas respondem pela maior parte dos investimentos em ciência e tecnologia. Nos Estados Unidos, sua participação é de 72%. As empresas multinacionais americanas investiram US$ 31,1 bilhões em pesquisas em tecnologia fora dos Estados Unidos em 2006. A Alemanha é o país que mais recebe investimentos das multinacionais americanas, com US$ 4,919 bilhões. O Brasil recebeu US$ 571 milhões em investimentos em pesquisa das multinacionais americanas, à frente da Índia (US$ 310 milhões), mas atrás da China (US$ 804 milhões).

A maior parte dos investimentos de multinacionais americanas no Brasil vai para o setor de transportes e equipamentos, no qual está a indústria automobilística, com 53% dos investimentos. Depois vêm o setor químico (24%) e indústria de máquinas (8,4%).

O Brasil teve, em 2007, 11.885 artigos publicados em revistas acadêmicas, bem acima dos 3.436 de 1995. "O Brasil teve a maior taxa de crescimento na América Latina entre os países que produzem mais de mil artigos por ano, com crescimento de 10,9%, seguido de México (6,7%), Chile (5,8%) e Argentina (4,8%)", diz o relatório.

Os brasileiros também têm, cada vez mais, escrito artigos em conjunto com argentinos. Normalmente, pesquisadores de países emergentes se associam a pesquisadores de países desenvolvidos, onde a infraestrutura de pesquisa costuma ser melhor. Mas o relatório do comitê americano de ciência e engenharia identifica uma tendência crescente de colaborações entre países vizinhos.

No relatório é calculado um índice de colaborações de artigos entre pesquisadores de diferentes países. Valores abaixo de 1 significam colaboração pequena. Os EUA e o Brasil têm um indicador conjunto de 0,88, enquanto os americanos têm um indicador de 1,03 com o México. Valores acima de 1 significam forte colaboração. Brasil e Argentina têm índice de 5,32, o maior do mundo.

Brasil será a 5ª economia do mundo em 2013, diz estudo:

O Brasil será a quinta maior economia do mundo já em 2013, pelos cálculos da PricewaterhouseCoopers, divulgados na última quinta-feira, em Londres. Até lá, o País terá ultrapassado gigantes como Alemanha, Reino Unido e França. Cinco das 10 maiores economias, até 2030, serão países hoje tidos como emergentes.

Os prognósticos econômicos indicam ainda que até 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) do grupo de sete maiores emergentes - chamado E-7 e formado por China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia - será maior do que o do G-7. O relatório leva em consideração o ritmo de crescimento e a valorização média das moedas de cada país para traçar perspectivas de médio e longo prazos. Para a PriceewaterhouseCoopers, E-7 e G-7 terão pesos equivalentes por volta de 2019. A diferença de riquezas vem caindo - em 2000, o PIB dos sete países mais ricos do mundo era o dobro dos países hoje considerados emergentes pela consultoria - e, este ano, deve sofrer sua maior redução: 35%. Após a ultrapassagem, a distância seguirá aumentando: em 2030, o E-7 será 30% mais rico que Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália (G-7).

"Em 2030, nossas projeções sugerem que o top 10 global do ranking de PIB terá a liderança da China, seguida dos Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Reino Unido", afirmou o relatório, assinado pelo diretor de Macroeconomia da PwC, John Hawksworth. Nesse horizonte, as 10 maiores economias serão, pela ordem: China, Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Reino Unido.

Entre os reposicionamentos, três chamam mais atenção: a China, que ultrapassa os EUA, a Índia, superando o Japão, e o Brasil deixando para trás todos os gigantes europeus. Outra constatação do estudo é que a economia indiana crescerá mais rápido que a chinesa na década de 20. "A influência do E-7 já é enorme e esta análise mostra que a questão não é se o E-7 ultrapassará o G-7, mas quando", explicou Ian Powell, economista da PwC.

Para Powell, as mudanças econômicas já resultam em uma nova geopolítica. "O G-7 já foi expandido para G-20 como o fórum-chave para decisões de economia global." De acordo com a PwC, o Brasil contará com o crescimento e a exposição internacionais obtidas com a Copa do Mundo de 2014 e com a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Já a Rússia conta com superpoderes na área de energia e a Índia, graças a seu crescimento demográfico, passará a crescer mais que a China.

As estimativas da PwC são ainda mais otimistas sobre a performance dos países em desenvolvimento do que as feitas por Jim O"Neill, chefe de pesquisa em Economia Global do banco de investimentos americano Goldman Sachs e autor do acrônimo Bric, sigla com a qual destacou a emergência de Brasil, Rússia, Índia e China na década passada.

Segundo O"Neill afirmara em novembro do ano passado, a China superará os Estados Unidos em 2027. Sua previsão anterior, feita há sete anos, indicava que a ultrapassagem aconteceria em 2041.