sábado, 9 de janeiro de 2010

Palanque vazio, o risco do presidenciável Serra no Rio de Janeiro:

Provável candidato da oposição à Presidência, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), enfrenta dificuldade para montar um palanque estadual para sua campanha no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país. Lideranças do bloco DEM-PSDB-PPS devem se reunir a partir deste fim de semana para formatar a aliança, que tem como uma das prioridades dar visibilidade a Serra no estado.

Já a ministra e pré-candidata do presidente Lula, Dilma Rousseff (Casa Civil), conta com os dois mais fortes candidatos ao governo do Rio — o atual governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-governador Anthony Garotinho (PR). Líder nas pesquisas, Cabral tem de 36% a 39% das intenções de voto, e Garotinho, de 23% a 24%, segundo o Datafolha.

Sem nomes com densidade eleitoral no PSDB e no PPS, o candidato dos sonhos da oposição é o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), que tem de 14% a 17%, segundo o Datafolha. O problema para Serra é que Gabeira — que não se definiu entre Senado e Câmara — já anunciou que vai apoiar Marina Silva (PV) à Presidência. “O campo está muito confuso. É possível encontrar candidato ao governo que não seja eu, que possa aglutinar todos os partidos”, disse Gabeira.

Uma opção seria o ex-prefeito da capital Cesar Maia (DEM), que também diz querer o Senado. Na terça-feira, Maia se encontrou com o adversário Anthony Garotinho. A versão do lado de Garotinho é que se falou em apoio recíproco, com o ex-governador candidato ao Executivo, e Maia ao Senado. Como Garotinho apoia Dilma, a vereadora Lucinha (PSDB), que seria candidata a vice de Maia, apoiaria Serra — um “sonho”, segundo o presidente do diretório municipal tucano, Luiz Paulo.

O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), desistiu da candidatura ao governo e apoia Cabral, mas disputa com Benedita da Silva a candidatura ao Senado pela chapa do governador. O PDT, que negocia apoio a Cabral, pode lançar o deputado estadual Wagner Montes ao governo, se não emplacar Miro Teixeira candidato ao Senado. Além de Miro, Benedita e Lindberg, o deputado estadual Jorge Picciani — aliado histórico de Cabral no PMDB — também quer a candidatura pela chapa do governador.

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