sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Servidores ameaçam entrar em greve:

Os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) de Belém estão em alerta. Numa assembleia realizada ontem à noite, eles decidiram encaminhar uma série de reivindicações ao secretário municipal de Saúde, Sérgio Pimentel, principalmente com relação a questões trabalhistas, e convocaram uma nova reunião para março, quando, poderá ser deflagrada uma greve.

Os principais pontos de descontentamento da categoria são o corte dos tíquetes-alimentação, que teriam sido reduzidos de 22 para 10 mensais e o restabelecimento da prática dos repasses de plantão, quando um trabalhador paga o outro para “tirar” o serviço por ele, o que teria sido proibido pelo novo secretário.

Além disso, eles também exigem melhores condições de trabalho e o cumprimento, por parte da prefeitura, de mais de 50 determinações da Justiça para a melhoria da infraestrutura do Samu. “O tíquete-alimentação foi uma vitória que conseguimos no último movimento de greve, por isso não vamos aceitar perdê-la agora. Quanto aos repasses, essa é uma prática comum dentro dos serviços de saúde, mas o secretário não sabe disso porque não é da área da saúde”, criticou o servidor Luís Castelo.

Os trabalhadores também falaram sobre um possível repasse do Samu para o governo do Estado, o que resultaria em demissões e no prejuízo do serviço ofertado para a população. “O Samu está sendo repassado para o Estado, o que vai resultar num sistema de militarização, porque quem vai assumir é o Corpo de Bombeiro”, denunciou o servidor, Ricardo Chagas.

CORTES

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que os cortes dos vales-alimentação serão distribuídos de acordo com os dias trabalhados. A determinação teria sido comunicada ao Samu no início do mês de janeiro e entraria em vigor a partir deste mês. Sobre o repasse do órgão para o Estado, a Sesma informou que o Samu não será administrado pelo Estado, continuando sob a esfera municipal. O que mudaria seria a gestão da Central de Regulação de alguns municípios, que passarão a ser submetidos a uma única central, para evitar que pacientes sejam colocados em ambulâncias e trazidos a Belém sem qualquer tipo de encaminhamento e sem a certeza de ter um leito reservado.

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