sábado, 24 de julho de 2010

Lula chora ao fazer avaliação de governo em entrevista exclusiva ao Jornal da Record.

Tenho ficado mais emocionado porque as coisas estão acontecendo. É como se você tivesse ficado o tempo todo com gente olhando a sua roça e falando "não vai dar nada, não vai plantar". E de repente, a planta brota, cresce e eu estou colhendo.
"Luiz Inácio Lula da Silva"

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Serra Assume estar cercado pela fina flor da pilantragem.

O candidato do PSDB à presidência da república, Zé Chirico, resolveu abrir seu coração de pedra e revelar o apreço que tem pelos seus correligionários e apoiadores. Em um raro arroubo de franqueza – talvez provocado pela ingestão de acarajés-da-verdade – , o tucano proferiu a frase acima, que acabou estampada no site de seu próprio partido, com muito orgulho, com muito amor (clique sobre a imagem para ampliá-la).

De nossa parte, jamais tivemos dúvidas acerca da índole das companhias de José Serra, a começar por seu dileto amigo de fé, irmão-camarada, o atual secretário-lobista da Educação de São Paulo. Tem também o Preciado, o Arruda, o Agripino, o Maia pai, o Maia Filho, o coronel Guerra, o Otavinho…
De fato, nesse quesito Serra nem precisa disputar o torneio para vencê-lo de forma acachapante e irretorquível.

(O que desconhecíamos é que Zé Chirico tenha usurpado a candidatura de Dilma Rousseff, como se nota pela assinatura da proverbial sentença.)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ana Júlia faz caminhada no Bairro do Castanheira.

A Governadora Ana Júlia fez caminhada na manhã de hoje (22/07) da Frente Popular Acelera Pará, no bairro do Castanheira, área que receberá investimentos em saneamento básico do Programa Ação Metrópole.
A segunda etapa do programa beneficiará com saneamento diversas áreas da capital Paraense, além de tentar reordenar o complicado transito belenense.
Ana Júlia comentou sobre o início das obras no bairro e pediu para que cada cidadão  não permita que a cidade retroceda com o retorno dos que já estiveram por 12 anos no poder e agora querem voltar a dirigir nosso estado.
Confira mais fotos da caminhada:

Marina Ajuda José Serra...

A mídia se empenha em valorizar a candidatura da ex-ministra na tentativa de provocar o 2˚ turno.
A imprensa tenta oxigenar a candidatura de Marina Silva (PV), que patina em torno de 10% em todas as pesquisas mais recentes de intenção de voto.
Cresce a convicção, no meio político, de que, sem ela no páreo, Dilma Rousseff (PT) poderia ganhar a eleição presidencial de José Serra (PSDB) ainda no primeiro turno.
O interesse da mídia pela candidatura de Marina sustenta a confiança nessa convicção. Não se pode acreditar que os jornais, tomados pela fé democrática, ajam somente para estimular a competição eleitoral.
Nas circunstâncias atuais, não há dúvida: o eleitor de Marina dará um voto para Serra. É um efeito colateral dessa decisão, um antídoto contra Dilma.
Mas, seja como for, a democracia exige respeito à escolha do eleitor. Cada um vota como quer. É preciso, no entanto, conhecer os efeitos políticos do voto.
Marina pode vir a ser um obstáculo para Dilma e, em consequência, linha auxiliar – involuntária, admita-se – de Serra. Neste momento, ela se coloca exatamente entre os dois: critica Dilma acidamente e, suavemente, critica Serra. Nessa posição pode ser facilmente triturada ao longo dos debates polarizados.
Em 2006, embora não houvesse o viés plebiscitário de agora, a disputa foi para o segundo turno em razão da dispersão do voto progressista: Heloísa Helena (PSOL) obteve 6,85% e Cristovam Buarque (PDT), 2,64%. Ambos partidariamente à esquerda do espectro político. Faltaram a Lula, que buscava a reeleição, um pouco mais de 1 milhão de votos para ganhar no primeiro turno. Isso, porcentualmente, significou 1,39% dos votos válidos. A história eleitoral brasileira tem exemplos parecidos, que favorecem a vitória de candidatos conservadores.
(…)
A polarização hoje tende a ser maior e pode desidratar os votos que estão à margem do confronto PT versus PSDB. Além de Marina, há dez outros postulantes que, somados, não alcançarão mais do que 3% dos votos. É o cálculo que fazem os institutos de pesquisa. Se o percentual de Marina não minguar, haverá segundo turno.
Esse viés plebiscitário que Lula sempre buscou e que a oposição sempre temeu deve estimular o eleitor, em outubro, a evitar a cabine eleitoral pela segunda vez.
Mesmo sem o uso de uma bola de cristal é possível prever a volta da campanha pelo voto útil, estimulada pelos petistas. CartaCapital n˚ 601 - Coluna Rosa dos Ventos – por Maurício Dias. Enviado pelo Correspondente do Blog da Dilma em São Paulo, Júlio Amorim.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Café com o Presidente: Geração de empregos e Pré-sal.

Trecho em vídeo do programa Café com o Presidente em que Lula fala dos últimos dados do Caged sobre a geração de empregos no País e sobre a extração do primeiro óleo de produção do Pré-sal, no Espírito Santo.

Dilma condena Serra por surrupiar de Jamil Haddad a autoria dos Genéricos.

Dilma Rousseff (PT) participou do seminário “Brasil: desenvolvimento e inclusão social”, organizado pelo PSB, em Brasília.

Lá, Dilma recebeu as propostas do partido para o programa de governo.

“Este documento é a compilação de todos os debates regionais, dos encontros da sociedade civil com a política” - disse Eduardo Campos, presidente do PSB Nacional e governador de Pernambuco.

Jamil Haddad, o verdadeiro pai dos genéricos

Dilma fez questão de lembrar um ilustre quadro histórico do PSB, falecido em dezembro do ano passado. O ex-ministro da Saúde, Jamil Haddad, o verdadeiro pai dos remédios genéricos, com o decreto-lei 793, de 1993, muitos anos antes de Serra ser ministro da Saúde, e antes mesmo de FHC ser eleito (conheça a verdade da história nesta nota aqui).

Haddad sofreu a injustiça de ver seu programa ter a autoria "roubada" por José Serra (PSDB/SP), mediante propaganda maciça e versões mentirosas na imprensa e do próprio Serra, assim como ele fez com o FAT, surrupiando projetos alheios.

Então Dilma fez a justa homenagem:

“Gostaria de ressaltar também a importância de Jamil Haddad, que possibilitou a fabricação de genéricos no Brasil. Precisamos dar a autoria do programa a quem é de direito”.

Diferente de Serra que escolheu o caminho de fazer uma campanha de baixarias, Dilma discursou falando das propostas e projetos para o Brasil, como:

- valorização dos professores e “não recebê-los com bordoadas”;
- os investimentos em infra-estrutura e empregos a serem gerados no próximo governo com o Pré-sal, o PAC 2, a Copa de 2014 no Brasil, as Olimpíadas de 2016 no Rio.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Com quantos vices se faz a novela da campanha de Serra?


Os convites de "casamento" de José Serra (PSDB) com José Arruda (ex-DEM) já estavam sendo enviados, quando o bolo, ops, panetone da festa explodiu e Arruda foi expulso de seu partido. Fim da aliança e início da novela da campanha de Serra. Repleta de intrigas, traições e corações partidos o drama do candidato tucano à Presidência da República por um vice chegou a ganhar apelo internacional. Assista ao desfecho desta história que a TV Vermelho conta em detalhes e saiba mais sobre a novela da campanha de Serra.

domingo, 18 de julho de 2010

Lançamento do comitê central da Dilma.

Liminar garante o retorno de Evaldo Cunha ao cargo de Prefeito de Ipixuna do Pará.

A população de ipixuna do Pará faz festa pela notícia do retorno ao cargo de Prefeito de Evaldo Oliveira da Cunha. O Prefeito teve deferido pedido de liminar para retornar a seu cargo eletivo de prefeito municipal, por Juiz Federal do TRF 1ª. Região em Brasília na manhã desta terça feira, 13 de julho.
Abaixo transcrevemos material pesquisado nos tribunais superiores e que foram base do deferimento que garante a volta do prefeito Evaldo:
Recorremos a análise de situações similares e que reverteram a situação com uma ação de contestação: “Os pedidos têm natureza punitiva restringindo, sobremaneira atuação política do réu, afetando-o na sua qualidade de cidadão, impondo-se sanção pela prática de ato realizado à frente do governo, tomando decisões políticas”. “ A lei de  improbidade administrativa, quando aplicada aos agentes políticos permite, portanto, a imposição de pena pela prática de crime de responsabilidade.
O Ministro Humberto Gomes de Barros, do Superior Tribunal de Justiça, na reclamação 591, em ação onde se discutia que, ante a ausência de disposição legal definidora da competência, não poderia tal Corte  processar e julgar ação de improbidade administrativa. “ Parece-me contudo que a ação têm como origem atos de improbidade que geram responsabilidade de natureza civil, qual seja, aquela de ressarcir o erário, relativo a indisponibilidade de bens. No entanto, a sanção baseada na suspensão dos direitos políticos tem natureza, evidentemente punitiva. É uma sanção como aquela da perda de função pública, que transcende a seara do Direito Civil. A circunstância de a lei denominá-la civil em nada impressiona. Em verdade, no nosso ordenamento jurídico, não existe qualquer separação estanque entre as leis civis e leis penais.”
O Ministro Nelson Jobim do STF ao analisar pedido de liminar, além de mencionar o trecho do acórdão  supramencionado, ainda faz menção aos ensinamentos de Gilmar Mendes e Arnold Wald: “A instituição de uma ação civil para perseguir os casos de improbidade administrativa coloca, inevitavelmente, a questão a respeito da competência para o seu processo e julgamento, tendo em vista especialmente as conseqüências de eventual sentença condenatória, que nos expressos termos da Constituição, além da indisponibilidade dos bens e o ressarcimento do erário, poderá acarretar a perda da função pública e a suspensão do direitos políticos... “ Há dúvida aqui, pois, sobre o realce político-institucional desse instituto. A simples possibilidade de suspensão de direitos políticos, ou a perda da função pública, isoladamente consideradas, seria suficiente para demonstrar que não se trata de uma AÇÃO QUALQUER, mas de uma ‘ação civil’ de forte conteúdo penal, com incontestáveis aspectos políticos. Essa colocação serve pelo menos para alertar-nos sobre a necessidade de que não se torne pacífica a competência dos Juízes de primeira instância para processar e julgar, com base na lei no. 8.429/92, às autoridades que são submetidas, em matéria penal, à competência originária de cortes superiores ou até mesmo do STF. De observar que, enquanto na esfera penal são raras as penas que implicam a perda da função ou a restrição temporária de direitos (Código Penal, art. 47, I, e 92, I).
Hely Lopes Meireles em trecho citado pelo Ministro Nelson Jobim, “ a situação dos que governam e decidem é bem diversa da dos que simplesmente administram e executam encargos técnicos e profissionais, sem responsabilidade de decisão e opções políticas. Daí porque os agentes políticos precisam de ampla liberdade funcional e maior resguardo para o desempenho de suas funções. As prerrogativas que se concedem aos agentes políticos não são privilégios pessoais, são garantias necessárias ao pleno exercício de suas altas e complexas funções governamentais e decisórias. “ Não se admite a destituição indireta de autoridade sufragada pelo voto popular sem o consentimento expresso dos representantes do povo. Não parece haver outra interpretação possível. Do contrário, seria muito fácil comprometer o livre exercício do mandato popular, com a propositura de ações destinadas a afastar, temporariamente o titular do cargo.
Nossos parabéns ao prefeito Evaldo Cunha, feliz retorno e sucesso em sua gestão.
Editorial do blog Correio Luziense.

Procuradora faz elogio indireto a Serra e pode ser processada.


A Folha perguntou à procuradora Sandra Cureau o que ela achava do governador de SP, Alberto Goldman (PSDB), ficar citando José Serra em seus discursos. A resposta veio na forma de um camuflado mas óbvio elogio ao presidenciável tucano "Não pode, falando oficialmente como governador, dizer as coisas boas que Serra fez. Ele está indicando à população que Serra é a pessoa ideal para governar o país", disse Cureau. Ela pode ser acusada de abuso de poder.
Convenhamos. A sub-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau (foto ao lado) é, no mínimo, uma personagem folclórica. Trago um exemplo fictício, e depois sigo com o exemplo da vida real nos ofertado pela procuradora.
Joana chega para Maria e reclama: "Maria, você não deveria falar sobre o quanto Pedro é desonesto"
Ora, o que Joana disse foi: [Pedro é desonesto] [Você não deveria falar sobre].
Lula fez algo parecido há dias: desculpou-se por ter elogiado Dilma em discurso, fazendo novo elogio.
Traduzindo a estratégia de Lula teríamos: [Nunca mais direi que] [Sem Dilma, o trem bala não sairia]
A imprensa criticou o primeiro elogio de Lula a Dilma e o segundo também. Todo mundo percebeu que Lula fez uma mea culpa retórica. A procuradora Sandra Cureau também percebeu. E ameaçou Lula - e Dilma - pela enésima vez.
Logo depois, a rede informou que Alberto Goldman estava fazendo o mesmo: utilizando eventos pagos com o dinheiro do contribuinte para fazer campanha para José Serra.
A Folha de São Paulo, pautada pela rede, confirmou, quase que numa mea culpa editorial, que o governador de São Paulo citou o candidato correligionário dezenas de vezes em seus discursos.
Foram perguntar à procuradora o que ela achava disso. A resposta deve entrar para os anais das curiosidades das eleições de 2010.
Partindo do pressuposto de que a Folha transcreveu fielmente a declaração da entrevistada, a procuradora disse:
"Não pode, falando oficialmente como governador, dizer as coisas boas que Serra fez. Ele está indicando à população que Serra é a pessoa ideal para governar o país."
Desmembrando, teríamos
E1. ["Não pode, falando oficialmente, como governador dizer]"
E2. ["as coisas boas que Serra fez"]
E3. [Ele está indicando à população que]
E4. ["Serra é a pessoal ideal para governar o país"]
Os enunciados 1 e 3 trazem um alerta ao governador Alberto Goldman. Mas os enunciados 2 e 4 são reafirmações do que Alberto Goldman disse.
Seria muito diferente se a procuradora, ouvida pela Folha, dissesse que "O governador não pode, falando oficialmente, elogiar Serra em público, indicando à população a opinião dele sobre o candidato do mesmo partido"
O que a procuradora fez foi embutir um elogio a Serra numa suposta crítica ao governador. Isso é campanha. E com o dinheiro do contribuinte.
A procuradora pode ser denunciada por abuso de poder.

domingo, 11 de julho de 2010

Iniesta vira herói e Espanha conquista a Copa do Mundo.

Tinha de ser sofrido. A Espanha é campeã do mundo após vitória suada sobre a Holanda: 1 a 0. A conquista veio na prorrogação, após o placar ter ficado inalterado no tempo normal e durante boa parte da prorrogação. Em um jogo marcado pela marcação por muitas vezes violenta da Laranja, e por uma arbitragem pavorosa de Howard Webb, coube a Iniesta brilhar pela Fúria ao marcar o gol do título. Em tempo: o tal polvo acertou mais uma.
MUITA VIOLÊNCIA E POUCA CRIATIVIDADE
A Fúria, para variar, tomou conta do início do jogo. As trocas de passes quase intermináveis geraram duas boas chances de gol: na primeira, Sergio Ramos cabeceou para Stekelenburg fazer grande defesa; em seguida, o lateral espanhol fez boa jogada e Heitinga afastou o perigo quase sobre a linha do gol.
A partir daí o que se viu foi um jogo concentrado no meio de campo. Chegou a se tornar violento - De Jong deveria ter sido expulso ao entrar com o pé alto, bem alto, no peito de Piqué. A arbitragem de Howard Webb, o mais jovem a apitar uma final de Copa desde Pierre Capdeville em 1938 (na Itália) foi confusa.
CADÊ OS CRAQUES?
Sneijder e Robben quase não foram vistos na primeira etapa. Van Persie menos. Do outro lado, Xavi e Iniesta eram pouco criativos, muito por conta da forte marcação holandesa. Com poucos chutes a gol, o primeiro tempo foi embora sem deixar saudade - apenas a esperança de que o jogo melhorasse na etapa final.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Secretário-geral da ONU não pode ser político', diz presidente Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, em Cabo Verde, que a Secretaria-geral da ONU - cargo para o qual ele tem frequentemente sido lembrado - "não pode ser (ocupada por) um político".
Em uma entrevista coletiva com jornalistas africanos após participar de um encontro com presidentes de países do ocidente da África, Lula disse que o porta-voz da principal organização multilateral da comunidade internacional "deve ser um burocrata".
"O secretário-geral da ONU deve ser um técnico, um burocrata lá da ONU. Não pode ser um político porque um político pode criar problemas sérios. Imagina se amanhã o presidente dos Estados Unidos quiser ser o secretário-geral da ONU. Não dá certo", disse Lula. "É importante que continue sendo um bom burocrata e não um político."
A possibilidade de que o presidente brasileiro aspire à posição uma vez que termine o seu mandato, em janeiro do ano que vem, tem sido aventada não apenas por observadores brasileiros, mas também estrangeiros. Um dos mais incisivos a favor de Lula foi o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates.