segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Comício de Ana Júlia reúne 3.500 pessoas em Ipixuna do Pará.

Cerca de 3.500 pessoas participaram do comício de Ana Júlia (PT) no município de Ipixuna do Pará, região do Capim, na noite de ontem (21). A agenda da candidata à reeleição ao governo do Estado, pela Frente Popular Acelera Pará, teve início com uma carreata no bairro Novo Horizonte, que recebeu asfalto, drenagem e uma praça na gestão da petista. Da praça saiu a carreata com cerca de 300 veículos até a sede do município, onde cerca de duas mil pessoas receberam Ana Júlia com euforia, à beira da BR-010. Durante o comício, o público expectador foi crescendo com gente vindo a pé de localidades distantes. Ipixuna do Pará tem 44 mil habitantes.
O público gritava o nome da candidata e agitava as bandeiras vermelhas. “Não estamos fazendo uma simples mudança, neste governo, mas uma transformação. Temos um projeto de fomentar o desenvolvimento com inclusão social, enquanto eles só pensam no estado mínimo. Eles acham que investir na educação, na saúde e na segurança pública é só aumento de despesa”, disse Ana Júlia, sob aplausos.
Com a recente liberação de R$ 366 milhões, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será retomada a construção do pronto socorro de Ipixuna, que atenderá a região. A obra, que foi decidida pelo povo no Planejamento Territorial Participativo (PTP), estava paralisada por conta da crise financeira internacional. Para o próximo mandato, Ana Júlia garantiu que vai continuar expandindo o Navegapará, inclusive, levando infocentro ao município, que oferece acesso a computador com internet e curso de informática básica gratuitos à população.
No comício, o prefeito Evaldo Cunha (PT) destacou que Ana Júlia tem obras no município, como o repasse das patrulhas mecanizadas que estão asfaltando ruas das zonas urbana e rural, a recuperação direta de estradas, construção da unidade básica de saúde e de sistema de abastecimento de água em duas escolas, crédito de R$ 1 milhão ao produtor rural, viaturas e reforço dos efetivos das Polícias Militar e Civil, reforma e ampliação de escolas e Luz para Todos, em parceria com o governo federal, que já beneficiou 508 domicílios.
Até o presidente da Câmara Municipal, Gilson Souza de Oliveira (PPS), cujo partido está aliado a outro candidato, defendeu a reeleição de Ana Júlia ao governo do Pará: “Meu coração bate 13″, confirmou Gilson, ao lado do vice-prefeito Luiz Braga da Silva (PR). “Ipixuna apóia Ana Júlia desde a eleição passada. Nosso povo é fiel e vai conclamar Ana Júlia nas urnas”, afirmou o prefeito.

Dilma e Lula com trabalhadores em São Bernardo do Campo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dilma no debate do UOL (18 de agosto)

Blog do Miriquinho: Vox Populi mostra Dilma 16 pontos à frente do tucano José Serra

A candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje, de acordo com a pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada nesta terça-feira.

Dilma teria 45% das intenções de voto, contra 29% do presidenciável tucano, José Serra, e 8% da candidata do PV, Marina Silva. Para vencer a disputa no primeiro turno, a quantidade de votos válidos contabilizados por um determinado candidato deve ser superior à soma dos votos obtidos pelos demais concorrentes.

Os demais candidatos não atingiram 1% das intenções de voto, 5% declararam voto branco ou nulo e outros 12% se disseram indecisos. A pesquisa estimulada, que mostra os nomes dos candidatos para os entrevistados, foi feita entre os dias 7 e 10 de agosto, após o primeiro debate entre os presidenciáveis, realizado pela Band no dia 5 de agosto.

O melhor desempenho de Dilma é na região Nordeste, e o pior é na região Sudeste. Em Pernambuco, ela teria 66% dos votos, contra 19% de Serra. Já o tucano tem seu melhor desempenho na região Sul e, o pior, no Nordeste. Em São Paulo, Estado que governou até abril, Serra teria 40% dos votos, contra 33% da petista.

O instituto entrevistou 3 mil pessoas em 219 municípios de todos os Estados, do Distrito Federal e excluindo Roraima. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 22.956/10. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

Dilma também aparece na frente na pesquisa espontânea, com 32% das intenções de voto, ainda segundo a Vox Populi/Band/iG. José Serra aparece em segundo, com 18%, e Marina Silva em terceiro, com 5% das intenções de voto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não é candidato, foi citado por 3% dos entrevistados. Outros 6% disseram votar nulo ou branco e 34% não sabem em quem votariam.

Na última pesquisa Vox Populi, publicada em 22 de julho, a candidata petista tinha 41%, contra 33% de Serra e 8% de Marina. Outros 4% declararam votar em branco ou anular e 13% estavam indecisos.

1º Programa Eleitoral de Ana Júlia 13. (18/08)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ibope - Presidencial.

A Rede Globo divulgou nova pesquisa Ibope sobre a sucessão presidencial, que confirma a tendência de vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno. Ela tem 43% contra 32% do tucano José Serra (PSDB). Marina Silva (PV) tem 8%. Nenhum dos demais candidatos - Plínio Sampaio (P-SOL), Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) – alcançou 1%. Com o resultado, Dilma supera a pontuação dos demais candidatos.

O Ibope também questionou os eleitores sobre a hipótese de segundo turno entre os candidatos do PT e do PSDB. Dilma venceria a disputa com 48% e José Serra ficaria com 37%.

O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre os dias 12 e 15 de agosto em 174 cidades de todas as regiões do país. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 23548/2010. Foi contratada pela Rede Globo e pelo jornal Estado de S. Paulo. (Com informações da Agência Brasil).

Lula fala para os Internautas...

Por que José Serra não vai na garupa de FHC? Ele tem esse direito também!

Dilma Rousseff, abriu 11 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra e ampliou suas chances de vitória no primeiro turno. Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, Dilma está com 43% das intenções de voto contra 32% de Serra.Em um eventual segundo turno, Dilma teria 48% e Serra, 37%. 78% dos entrevistados avaliam como ótimo ou bom o governo Lula, 18% como regular e 4% como ruim ou péssimo.
A história começou em 1964,enquanto Dilma lutava contra a ditadura,sendo presa e torturada por 22 dias ,onde estava José Serra?... Serra,fugiu para o Chile.

Em 1973, quando houve o golpe de Pinochet no Chile, com apoio da CIA (Agência de Inteligência dos EUA), ele fugiu justamente para os Estados Unidos, que apoiou o golpe chileno.

Como Serra conseguiu o green card nos EUA? Como ele se sustentou lá? Como ele conseguiu estudar nas caras Universidades estadunidenses? Ainda mais sem ter o diploma de Bacharel em Economia? E quem pagou essa conta, já que ele diz que o pai não era rico?....

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Como Dilma avança nas pesquisas.

As propostas da candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, têm convencido a maior parte da população, segundo o levantamento realizado pelo Ibope a pedido da TV Globo e do jornal O Estado de S. Paulo. Os dados detalhados apontam a preferência maior entre os homens, em todas as faixas de renda e em quase todas as regiões do país.
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não recebe uma lista de nomes dos concorrentes, Dilma lidera com oito pontos em relação a Serra: 27% a 19%. Quase metade das pessoas também disse que ela vencerá as eleições. Segundo o Ibope, 47% apostam na vitória de Dilma. Apenas 32% acham que o adversário tucano pode vencer.
Quando os eleitores escolhem sua opção com a lista dos candidatos, Dilma também é a preferida e está cinco pontos percentuais à frente do adversário da direita: 39% a 34%. Marina Silva, do PV, tem 7% das intenções de voto.
Segundo o Ibope, 12% do eleitorado ainda estão indecisos. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais. O Ibope realizou 2.506 entrevistas em 174 municípios de todo o País, entre os dias 26 e 29 de julho.
Dilma tem 11 pontos a mais que José Serra (PSDB) no eleitorado masculino: 44% a 33%. Entre as mulheres, a pesquisa mostra que a petista igualou as intenções de voto do adversário. Agora, ambos têm 35% das intenções do eleitorado feminino. Essa diferença já foi de sete pontos a favor do tucano.
Liderança no Sudeste
Pela primeira vez a pesquisa Ibope aponta vitória de Dilma na região Sudeste, que concentra o maior eleitorado do país: 37% a 35%. É um crescimento de cinco pontos percentuais nessa região em relação ao levantamento passado.
No Nordeste, Dilma ampliou ainda mais sua vantagem em relação ao adversário. No último levantamento, tinha 18 pontos percentuais a mais que o tucano. Agora, essa dianteira é de 24 pontos percentuais (49% a 25%). Os nordestinos dariam a vitória mais ampla a Dilma num possível segundo turno contra Serra: 55% a 32%.
No Norte/Centro-Oeste, houve uma inversão de posições: o tucano liderava por 41% a 33% e agora perde por 40% a 33%. O Sul foi a única região em que o tucano cresceu. Com 46% na região, sua vantagem sobre a adversária passou de sete para 15 pontos.
Serra lidera a rejeição entre os candidatos. Segundo o Ibope, 24% dos entrevistados informaram que jamais votariam no projeto representado pelo tucano.
Renda
Na divisão dos entrevistados por renda, Dilma tem vantagem maior entre os mais pobres, justamente os que mais tiveram benefícios com a geração de empregos e também as políticas sociais do governo Lula. Ela lidera por 38% a 28% entre os eleitores cuja renda familiar é de até um salário mínimo.
Na faixa de renda de cinco salários ou mais, a petista aparece com 40% e o tucano com 36%. A vantagem nessa faixa de renda também demonstra o acerto das políticas do governo Lula para a classe média, que cresceu em 31 milhões de pessoas nos últimos sete anos e meio.

Dilma visita o Comitê Olímpico no Rio.

Twitteiros se mobilizam e pedem para ver o diploma do Serra.

Usuários do Twitter se mobilizam na tarde desta segunda-feira (02) para cobrar do candidato tucano José Serra que apresente seu diploma de economista. A TAG #diplomadoserra está neste momento em quarto lugar no Trending Topics Brasil
Há um mistério sobre a formação universitária de José Serra. Ele diz que é economista, mas ninguém nunca viu o diploma. Serra custuma dizer que no Brasil, em 64, estudava engenharia e fez mestrado em economia no Chile e doutorado nos Estados Unidos. Cada país tem uma legislação de ensino diferente. No Brasil, só pode fazer mestrado e doutorado depois de ter o diploma de graduação. Mas ninguém nunca viu o diploma de economista de José Serra
Já que agora ele tem televisão e jornais à vontade, era uma boa oportunidade de Serra mostrar o diploma.
O jornalista Sebastião Nery da Tribuna da Imprensa conta que, na biografia autorizada que fez de Serra, o jornalista Teodomiro Braga conta porque Serra não tem diploma universitário. Estudava engenharia em São Paulo. Com o golpe de 64, foi exilado para o Chile e, para fazer mestrado de economia lá, fez uma prova que substituiu a exigência do diploma do curso de graduação. Depois, fez doutorado nos Estados Unidos.
Pela legislação brasileira, se você faz universidade lá fora, para dizer que é e ser profissional aqui, o Ministério da Educação tem que validar o curso de lá. Se não não pode pertencer à categoria. O de Serra foi validado?
O mistério mora aí. Onde, quando e sobretudo como Serra fez a tal prova, para dispensar o curso da Universidade e fazer logo o mestrado? Em um Detran educacional qualquer, como se fosse uma carteira de motorista? Esta é uma boa pergunta: quem foi o despachante de Serra no Chile?

A evolução da democrácia no Governo LULA.

Análise feita por especialistas consultados para matéria da Agência Brasil, a partir de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indica que a saída de 9,5 milhões de pessoas da indigência, além de 18,4 milhões da pobreza, entre os anos de 2004 e 2008, no período Lula, mudaram o perfil do eleitorado brasileiro.

“Essas pessoas que tiveram uma ascensão social estarão mais preocupadas em preservar algum patrimônio. Elas provavelmente mudaram o lugar de moradia, seus filhos agora estudam, e elas estarão preocupadas com essas coisas”, avalia o cientista político da Universidade de Brasília, David Fleischer.

Em decorrência da mudança desse perfil, diz, esses eleitores podem se tornar mais exigentes não apenas em relação a bens de consumo, mas também no que diz respeito a temas ligados a educação e saúde.

O economista e pesquisador do Centro de Estudos Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcelo Nery, acrescenta outra avaliação importante. Para ele, a chamada “nova classe C”, embora não seja homogênea, é formada por cidadãos que tendem a ser menos vulneráveis à manipulação eleitoral.

Claro, tal amadurecimento é decorrente da longa solidificação da democracia política no país. Os dados e as análises são animadores para os brasileiros que, há 20 anos, achávamos que nosso país não tinha jeito. E mostram que a democracia política e a democracia social são absolutamente dependentes entre si.

Por tudo isso, a continuidade de políticas sociais sérias e que universalizam os direitos só não são bem vistas pelos que se locupletam com o atraso e a injustiça.

Fonte: Visão Oeste

SERRA PERDE ONDE ALCKMIN PERDEU; E NÃO IGUALA A VANTAGEM ONDE ELE GANHOU.


2010 X 2006
As pesquisas divulgadas pelo Ibope revelam uma aproximação do cenário eleitoral deste ano com o resultado das urnas no primeiro turno de 2006, vencido pelo presidente Lula...Alguns dos maiores colégios eleitorais, como Minas, Rio e SP, que somam 41,5% dos votos, mostram uma distância entre Dilma e Serra semelhante à diferença entre Lula e Alckmin em 2006. No Rio, a diferença de 20,3 pontos a favor de Lula em 2006 (49,1% a 28,8%), ficou em 19 pontos pró-Dilma (46% a 27%). Em Minas, Lula venceu Alckmin no primeiro turno de 2006 por 10,2 pontos (50,8% a 40,6%). Agora, sua candidata derrotaria Serra por 44% a 32% - 12 pontos. Em São Paulo, em contrapartida, Serra ainda não conseguiu o mesmo apoio de seu antecessor (17,4 de vantagem em 2006 contra uma diferença de 11 pontos hoje). Em outros regiões e estados importantes, exceto no Espírito Santo --onde Lula levou a dianteira em 15,8 pontos e Dilma ainda está dois pontos abaixo de Serra-- quando há diferença frente ao padrão de 2006, a tendência é essa: derrota de Serra, como no Distrito Federal --onde Alckmin teve vantagem de 7 pontos e hoje Dilma tem 11 de supremacia--, ou o estreitamento da liderança tucana em relação ao que obteve Alckmin há quatro anos.

TSE concede direito de resposta ao PT contra a revista 'Veja'

Por quatro votos a três, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou procedente, nesta segunda-feira, o pedido de resposta do PT contra a revista Veja, por conta de reportagem sobre as declarações do candidato tucano à vice-presidência da República pela coligação liderada pelo PSDB, Indio da Costa (DEM-RJ). Em entrevista a um site do PSDB, o vice na chapa de José Serra associou o PT às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

De acordo com a decisão do TSE, a resposta deverá ser publicada em uma página da próxima edição da revista.

Os ministros divergiram em sua análise do caso, que levantou uma discussão sobre a liberdade de imprensa. O ministro Arnaldo Versiani votou a favor da concessão do direito de resposta dizendo que a publicação "antecipou um juízo de valor" ao afirmar que o candidato a vice estaria correto em suas afirmações.

Para ele, a liberdade de imprensa não seria afetada pela concessão do direito de resposta. "A liberdade de imprensa existe, tanto que a matéria foi divulgada. E também não se trata de censura, tanto que (a matéria) foi divulgada", disse. Para ele, "se acontecem essas ofensas, o direito existe exatamente para punir aqueles excessos que foram cometidos".

A ministra Cármen Lúcia, que votou contra a concessão do direito de resposta, argumentou "não haver clareza" sobre a ofensa. "O que pode aparentar ofender seria extraído de uma certa leitura feita de matéria jornalística", avaliou. "Não havendo clareza, o princípio que deve prevalecer, a meu ver, é o da liberdade de imprensa".

Além de Carmén Lúcia, também votaram contra o direito de resposta os ministros Marco Aurélio Mello e Aldir Passarinho. Eles foram vencidos pelos votos de Versiani, Hamilton Carvalhido, do relator, Henrique Neves, e do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. Terra

Marina critica rótulo de ‘terrorista’ usado contra Dilma.

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu ontem a atuação de Dilma Rousseff (PT) na luta armada contra a ditadura militar. Em entrevista ao portal Terra, Marina repeliu a classificação de Dilma como “terrorista”. Essa classificação é difundida na internet contra a candidata do PT e fazia parte de material apócrifo distribuído no primeiro semestre por funcionários do DEM na Câmara dos Deputados.


“Acho que ela lutou por democracia. Tinha um grupo de jovens que foi à luta por um direito sagrado. Não acho que seja correto ficar chamando de terrorista”, disse Marina.

A candidata do PV manifestou-se favorável à instalação de uma Comissão da Verdade para apurar crimes políticos.

”Temos que tirar esses cadáveres do armário”, afirmou.

Marina também se declarou favorável à manutenção do status de refugiado político concedido pelo Ministério da Justiça ao escritor e ex-ativista político italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália sob a acusação de que praticou quatro assassinatos.

“O Brasil tem tradição de dar abrigo, já deu até para ditadores. Por que seria diferente em dar abrigo a ele?”, questionou.

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal considerou legal o pedido de extradição de Battisti apresentado pelo governo italiano, mas deixou para o presidente da República a decisão final. Lula ainda não decidiu o que fará.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vitória do povo de Ipixuna do Pará‏.

Mais de 3.000 pessoas reuniram-se em praça pública para receber o Prefeito Evaldo Cunha. Desde as primeiras horas da manhã deste sábado 31 de julho, centenas de pessoas já se mobilizavam para recepcionar o líder político Evaldo Cunha. A festa já tinha acontecido desde as 21 h da sexta feira, após o prefeito ter conseguido liminar cedida pelo presidente do TSE: Ao decidir pela manutenção dos mandatos, até que o TSE julgue um recurso especial contra o TRE-PA, o ministro Ricardo Lewandowski ressaltou que “a prudência aconselha que se preserve a soberania popular até decisão final do Tribunal Superior Eleitoral”. Isso porque, tanto o juiz eleitoral que julgou o caso em primeira instância, quanto o Ministério Público Eleitoral afirmaram que não havia provas “robustas o suficiente a tornar inequívoca a ocorrência da suposta compra de votos”.
Até as 02 h da manhã o povo comemorou com muita animação  a vitória conquistada, após lutar a semana inteira, ocupar a BR 010, cercar a Prefeitura, ser humilhados pela oposição, ver o ex-prefeito Zé Orlando manipulando a polícia, influenciando e manobrando as contas da Prefeitura nos bancos do Brasil e BanPará.
Após as humilhações, arrombamento do prédio da Prefeitura e das Secretarias de Saúde, de Obras, de água e saneamento, da demissão de servidores, e em apenas três dias a demonstração do autoritarismo deste cidadão, fazendo perseguição e ameaçando pessoas. Mas depois do sofrimento, a alegria da vitória.
A recepção ao prefeito Evaldo, eleito por duas vezes com o voto do povo, foi na localidade de Novo Horizonte, Evaldo chegou ao meio dia e foi ovacionado por centenas de pessoas e pelo Presidente do PT / Pará João Batista. Uma carreata com mais de 100 carros levou o Prefeito até a Cidade, onde percorreu as principais ruas de Ipixuna  encerrando num grande ato político na Praça da Igreja Matriz. Ao discursar,
O Prefeito Evaldo foi enfático: "continuo prefeito, pois fui eleito pela vontade e decisão do povo, eles podem até ganhar de nós se for no voto, mas na marra nunca vão nos vencer", e continuou "obrigado meus companheiros, vocês foram bravos e lutadores, foram notícia nacional", Evaldo citava a aparição do noticiário nos jornais e Televisões no horário do jornal nacional.
O apoio do PT que garantiu assessoria jurídica aqui no Pará e em Brasília, foi decisivo para a vitória do Prefeito, "obrigado ao PT, meu partido político, obrigado presidente João Batista, Governadora Ana Júlia, muito obrigado Presidente Lula, companheiro Paulo Rocha", emocionado Evaldo, com lágrimas nos olhos deixou muito claro seu amor por Ipixuna e por todo o povo que lhe apóia em todos os momentos.
PARABENS PREFEITO EVALDO CUNHA!
Editor Geral.

As Farcs, o Foro de São Paulo e o PT.

 
Ao acusar o PT de manter ligações com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ), vice do candidato tucano à Presidência, José Serra, retomou um assunto recorrente no imaginário político latino-americano.
A interação entre o partido e a guerrilha remete à criação do Foro de São Paulo, grupo fundado pelo PT em 1990, com o apoio do líder cubano Fidel Castro, para reunir a esquerda da região e discutir novos rumos ante a queda do campo socialista no Leste Europeu e o avanço de políticas neoliberais na América Latina.

Na ata do primeiro encontro, realizado na capital paulista em julho de 1990, as 48 entidades participantes reforçaram "a disposição das forças de esquerda, socialistas e anti-imperialistas do subcontinente de compartilhar análises e balanços de suas experiências e da situação mundial".

Além do PT, outras tradicionais agremiações marcaram presença, entre elas a Frente Ampla (Uruguai), o Partido Comunista de Cuba, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (Nicarágua) e o Partido da Revolução Democrática (México).

A participação das Farc, no entanto, é veementemente negada por Valter Pomar, membro do Diretório Nacional do PT e secretário-executivo do Foro. Ele também rejeita as afirmações de Indio da Costa. Segundo Pomar, o PT jamais manteve qualquer ligação com a guerrilha colombiana, que também nunca integrou o Foro.

- Nunca existiram elos políticos. As Farc não participaram da fundação do Foro de São Paulo.

As declarações de Indio tiveram o apoio de Serra, que cobrou explicações de Dilma Rousseff, sua rival na disputa pela Presidência.

- O que ele [Indio] falou foi uma banalidade, de que o PT é ligado às Farc. Estão devendo essa explicação, inclusive a Dilma, para dizer que eles não têm nada com as Farc.

Pomar, no entanto, vê nas acusações da campanha adversária apenas uma forma de esconder uma "situação de dificuldade". Em sua opinião, Serra se apoia em "argumentos de direita" e enxerga o contexto latino-americano a partir de uma ótica "imperialista".

- Uma campanha de direita usa argumentos de direita. Serra olha o mundo e a região a partir do ponto de vista dos Estados Unidos. O discurso internacional da campanha demotucana está a serviço destes interesses estrangeiros, interesses imperialistas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também entrou na polêmica, negando qualquer elo do PT com as Farc. Para ele, "nem Serra" acredita nisso.

- É bobagem. As pessoas podem não gostar do PT, ter divergências com o PT, mas achar que o PT tem ligação com as Farc é não conhecer a história do Foro de São Paulo, que coordenamos por mais de dez anos, e as Farc nunca tiveram participação.

Farc

No entanto, em uma mensagem datada de janeiro de 2007 e encaminhada à Mesa Diretora do Foro de São Paulo, que se reunia em El Salvador para um encontro do grupo, a própria guerrilha colombiana, que não participou daquele evento, manifestou insatisfação ante a postura de alguns ex-companheiros que defendiam seu afastamento.

"Achamos oportuno manifestar nossa inquietude e desagrado pela posição de alguns companheiros que, de maneira e sob responsabilidade pessoal, publicamente dizem que as Farc não podem participar do Foro, por ser uma organização alçada em armas", diz o texto.

Em seguida, os guerrilheiros justificam sua orientação sob o argumento de que "a luta armada não foi criada por decreto" e é consequência do quadro de violência que há décadas existe na Colômbia, que já custou a vida de milhares de militantes de esquerda.

Na mensagem, as Farc também lembram a importância do Foro de São Paulo no momento de sua criação, referindo-se ao grupo de discussão como “uma salvação e uma esperança”.

"É neste momento que o PT lança a formidável proposta de criar o Foro de São Paulo, trincheira onde pudemos nos encontrar, os revolucionários de diferentes tendências, de diferentes manifestações de luta e de partidos no governo, como no caso cubano", afirma a guerrilha.

O professor de Relações Internacionais Marcelo Santos, da Unesp, lembra que na década de 90, ainda sob influência da Guerra Fria, as forças de esquerda na região viam nas guerrilhas uma alternativa possível para chegar ao poder. Segundo ele, neste contexto, as Farc eram reconhecidas como uma força “interlocutora” dentro do Foro.

- [O Foro de São Paulo] era uma reunião de forças de esquerda, e a perspectiva da virada da esquerda no horizonte institucional era um caminho, mas ainda havia uma memória da Guerra Fria. A ideia da guerrilha como forma de chegar ao poder não estava totalmente abandonada.

Este panorama mudou, no entanto, na medida em que a esquerda passou a ocupar governos na região pela via institucional, por meio do voto. Com isso, perdeu força a opção pela insurgência armada.

- O que a gente verifica hoje é que essa saída guerrilheira sofreu uma derrota significativa do ponto de vista de adesão.

O pesquisador francês Daniel Pécaut, especialista em Colômbia e autor do livro "As Farc - uma guerrilha sem fins?", diz que a organização armada passou a sofrer, nos últimos anos, um processo de perda de prestígio.

- Essa atitude cautelosa frente às Farc está relacionada com o fato de que [eles] se meteram sempre mais no tráfico de drogas, o que mais recentemente implicou alianças de várias frentes com as redes de narcotraficantes e paramilitares. Em muitas áreas, o processo de degradação de sua luta está bem avançado.

TSE reintegra prefeito de Ipixuna do Pará.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandwski, concedeu liminar na noite de ontem, em Brasília, determinando que o prefeito de Ipixuna do Pará, Evaldo Oliveira da Cunha, deve permanecer no cargo até o julgamento de recurso impetrado pelo gestor, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TRE), requerendo a reformulação da decisão do TRE do Pará, que cassou o diploma do prefeito, sob a acusação da prática de crime eleitoral nas eleições de outubro de 2008. Ainda na noite de ontem, foi encaminhada mensagem eletrônica ao TRE/PA comunicando o deferimento do pedido do prefeito, assim como foi enviado fax ao Cartório da 49ª Zona Eleitoral.
Em atenção a matéria veiculada no jornal Amazônia, a assessoria de Cunha enviou correspondência à reportagem ressaltando que "a revolta da população de Ipixuna do Pará, iniciada no dia 28 de julho, foi conseqüência da invasão do ex-prefeito José Orlando e sua equipe nos prédios públicos municipais, exonerando todos os servidores comissionados e se apossando do governo municipal, sendo que, até então, quem assumia a chefia do Poder Executivo era o presidente da Câmara Municipal, conforme determina a Lei Orgânica do Município".
De acordo com a assessoria de Cunha, "para que José Orlando assumisse a prefeitura após ser diplomado pela Justiça Eleitoral, o mesmo teria ainda que ser empossado pela Câmara Municipal, por meio de uma sessão extraordinária marcada para ocorrer na tarde de ontem. No entanto, José Orlando se recusou a receber o ofício da Mesa Diretora da Câmara, alegando que ele já havia sido empossado por quatro vereadores da cidade". A medida foi contestada pela assessoria jurídica da Câmara: "Agindo ilegalmente, o ex-prefeito continua sem legitimidade para exercer o mandato".
A assessoria de Cunha contesta ainda as informações de que correligionários do gestor, juntamente com a senhora Izabel Oliveira da Cunha, mãe de Evaldo, teriam participado dos protestos. "Na verdade, tanto a genitora do prefeito quanto os demais funcionários estavam tentando apaziguar os ânimos e conter a fúria da população", informa a nota. Em contato com a reportagem no final da tarde de ontem, Cunha ressaltou que "jamais incentivaria a destruição do patrimônio público. Confio integralmente na Justiça e tinha certeza que o TSE iria reverter a decisão da Corte do TRE do Pará", disse.
Ainda na tarde de ontem, secretários municipais tiveram que sair da cidade porque foram ameaçados de prisão pelo delegado da cidade. "Vamos ingressar na justiça para reparar todas as agressões sofridas pelos servidores", finalizou Evaldo Cunha.

“O Brasil não esquecerá “ - 45 escândalos que marcaram o governo FHC!

“O Brasil não esquecerá “
45 escândalos que marcaram o governo FHC
O documento "O Brasil não esquecerá - 45 escândalos que marcaram o governo FHC", de julho de 2002, é um trabalho da Liderança do PT na Câmara Federal de Deputados. O objetivo do levantamento de ações e omissões dos últimos sete anos e meio do governo FHC, segundo o então líder do PT, deputado João Paulo (SP), não é fazer denúncia, chantagem ou ataque. "Estamos fazendo um balanço ético para que a avaliação da sociedade não se restrinja às questões econômicas", argumentou. Entres os 45 pontos estão os casos Sudam, Sivam, Proer, caixa-dois de campanhas, TRT paulista, calote no Fundef, mudanças na CLT, intervenção na Previ e erros do Banco Central. A intenção da Revista Consciência.Net em divulgar tal documento não é apagar ou minimizar os erros do governo que se seguiu, mas urge deixar este passado obscuro bem registrado. Leia a seguir:
Itinerário de um desastre
Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixará uma pesada herança para seu sucessor.
A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.
Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Esse ano, para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.
O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.
Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.
Deputado João Paulo Cunha - Líder do PT
1 - Conivência com a corrupção
O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.
2 - O escândalo do Sivam
O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.
3 - A farra do Proer
O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.
4 - Caixa-dois de campanhas
As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
5 - Propina na privatização
A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
6 - A emenda da reeleição
O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
7 - Grampos telefônicos
Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
8 - TRT paulista
A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
9 - Os ralos do DNER
O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.
10 - O "caladão"
O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.
11 - Desvalorização do real
FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
12 - O caso Marka/FonteCindam
Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.
13 - Base de Alcântara
O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
14 - Biopirataria oficial
Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.
15 - O fiasco dos 500 anos
As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.
16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito
Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.
17 - Drible na reforma tributária
O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.
18 - Rombo transamazônico na Sudam
O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
19 - Os desvios na Sudene
Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.
20 - Calote no Fundef
O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.
21 - Abuso de MPs
Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.
22 - Acidentes na Petrobras
Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.
23 - Apoio a Fujimori
O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.
24 - Desmatamento na Amazônia
Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.
25 – Os computadores do FUST
A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.
26 - Arapongagem
O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.
27 - O esquema do FAT
A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.
28 - Mudanças na CLT
A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.
29 - Obras irregulares
Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.
30 - Explosão da dívida pública
Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.
31 - Avanço da dengue
A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.
32 – Verbas do BNDES
Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
33 - Crescimento pífio do PIB
Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.
34 – Renúncias no Senado
A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.
35 - Racionamento de energia
A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.
36 - Assalto ao bolso do consumidor
FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.
37 – Explosão da violência
O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.
38 – A falácia da Reforma agrária
O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.
39 - Subserviência internacional
A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.
40 – Renda em queda e desemprego em alta
Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.
41 - Relações perigosas
Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.
42 – Violação aos direitos humanos
Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.
43 – Correção da tabela do IR
Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.
44 – Intervenção na Previ
FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.
45 – Barbeiragens do Banco Central
O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.
Fonte: Conciência.Net.

O Povo em defesa da democrácia.


Cerca de 1.000 pessoas juntaram-se nesta quarta feira dia 28 de julho e fecharam por mais de 12 h a rodovia BR 010 (Belém-Brasília) a altura do km 143 na entrada da cidade de Ipixuna do Pará, provocando ao longo do dia, 40 km de paralisação.
A população revoltada com a decisão do TRE, que decidiu pela cassação do prefeito Evaldo Cunha por crime eleitoral no último dia 20 de julho, e após recurso do prefeito na tentativa de uma liminar junto ao TRE, que indeferiu mantendo cassação do prefeito, os setores populares que apóiam a liderança de Evaldo Cunha, após ter realizado no último dia 22 um grande ato político em defesa de seu voto democrático que garantiu a vitória eleitoral por duas vezes ao prefeito Evaldo, após ter negado a liminar, o povo sentiu a necessidade de defender seus direitos políticos, e assim centenas de pessoas fecharam a rodovia BR 010.
O segundo colocado nas últimas eleições e ex-prefeito de Ipixuna, na tarde  desta quarta feira com o apoio da polícia militar invadiu a prefeitura e tomou posse de forma irregular passando por cima da decisão judicial da comarca de Mãe do Rio que indicava o prazo de 48 horas, e após esta violência foi ocupando todas as secretarias municipais, com apoio da polícia como ficou demonstrado, o povo que ocupava a estrada viu-se traído e sem garantias, mesmo assim permaneceu na paz, gritando palavras de ordem de apoio a seu líder político.
Uma comissão formada por duas advogadas, o presidente da câmara vereador Gilson e o chefe de gabinete do prefeito Evaldo, se deslocaram até Mãe do Rio para reunir com o juiz daquela comarca tentando ver garantido à decisão deste juízo e os prazos de posse.
A comissão retornou por volta de 21 h à Ipixuna, e neste horário  a tensão e as provocações dos defensores do adversário e ex-prefeito tentavam forçar um conflito entre motoristas, populares  e os defensores do prefeito Evaldo. A certa altura iniciaram atos de violência entre os aliados do ex-prefeito  Zé orlando, começaram a jogar pedras e um início de brigas chegou a iniciar.
Para evitar maiores problemas a população decidiu desocupar a estrada, liberando o trânsito, e os defensores de Evaldo Cunha saíram em passeata, cercando o prédio da prefeitura onde ficaram em vigília por toda a noite.
Pela manhã com a insistência dos adversários de Evaldo em ocuparem a prefeitura e após muito bate-boca, algumas pessoas revoltadas e sem controlarem sua emoção invadiram a prefeitura e quebraram todo o mobiliário, vidraças, rasgaram papéis.
A revolta resultou na prisão de três pessoas, dois homens e uma mulher, o juiz de Mãe do Rio garantiu que a posse do segundo colocado e ex-prefeito será na tarde desta sexta feira dia 30.
O prefeito Evaldo Cunha continua em Brasília com sua assessoria jurídica e a população aguarda que o prefeito consiga vitória retornando ao município como o prefeito que foi eleito pela vontade do povo, garantindo a democracia política e a mobilização popular.
As informações contidas nesta matéria são o resultado da opinião de todas e todos que defendem a democracia fundamentada no resultado das últimas eleições municipais, assim como significa a voz de pessoas simples que defendem políticas públicas que têm resultado em mais qualidade de vida e auto-estima do povo.

A Blogosfera com Dilma 13.